07/01/2014

Capitulo 18 (Faltam 6)

Não contei a ninguém o que aconteceu entre nós, nem mesmo a Miley ou às criadas. Era um segredo maravilhoso que eu podia relembrar no meio das aulas chatas de Silvia ou de um dia longo no Salão das Mulheres. E, para ser honesta, eu pensava nos beijos — no estranho e no doce — com mais frequência do que previa.
Sabia que não me apaixonaria por Joseph  da noite para o dia. Meu coração não ia deixar. Mas de repente me vi em uma situação em que talvez eu quisesse me apaixonar por ele. Então pensei na possibilidade em silêncio, sozinha, embora tenha sentido mais de uma vez a tentação de revelar meu segredo.
Mais precisamente três dias depois, quando Olivia anunciou no Salão das Mulheres que Joseph a beijara.
Não pude acreditar na dor que senti. Quando dei por mim, estava encarando Olivia, perguntando a mim mesma o que ela tinha de tão especial.
— Conte tudo! — insistiu Miley.
A maior parte das garotas também ficou curiosa, mas Miley era a mais empolgada. No pouco tempo passado desde seu último encontro com Joseph, seu interesse no progresso das outras crescera. Eu nem desconfiava do que estava por trás da mudança, tampouco tinha coragem de perguntar.
Olivia nem precisou de incentivo para começar a falar. Ela se sentou em um dos sofás e se abanou com o vestido. Com as costas bem eretas e as mãos no colo, era como se estivesse ensaiando para ser princesa. Fiquei com vontade de dizer que um beijo não lhe dava vantagem nenhuma.
— Não quero entrar em detalhes, mas foi bem romântico — ela proclamou, entre suspiros, para depois baixar a cabeça. — Ele me levou até o telhado. Há uma espécie de sacada lá, mas aparentemente só os guardas a usam. Não sei dizer. Poderíamos enxergar além dos muros, e a cidade inteira estava iluminada até onde nossa vista alcançava. Ele não disse nada. Apenas me puxou para perto dele e me beijou.
Todo o corpo de Olivia se contraiu de alegria. Miley suspirou. Blanda pareceu ter vontade de quebrar alguma coisa. Eu permaneci sentada.
Repeti para mim mesma que não deveria ligar. Era tudo parte da Seleção. Aliás, quem disse que eu queria mesmo ficar com ele? Na verdade, eu devia considerar aquilo uma sorte. Blanda tinha agora um novo alvo para sua maldade. E depois daquele episódio com o vestido — que só então me dei conta de que não tinha contado a Joseph —, fiquei feliz por vê-la escolher outra vítima.
— Você acha que ela foi a única que ele beijou? — Tuesday cochichou no meu ouvido.
Selena, que estava ao meu lado, ouviu a pergunta e arriscou:
— Ele não deve beijar qualquer uma. Alguma coisa ela fez de certo — lamentou.
— E se ele beijou metade desta sala e todas guardam segredo? Talvez seja parte da sua estratégia — conjecturou Tuesday.
— Acho que nem todas guardariam segredo por estratégia — rebati. — Talvez só sejam reservadas.
Selena respirou fundo.
— E se essa história da Olivia for apenas um jogo? Todas neste salão estão preocupadas agora, e ninguém vai ter coragem de perguntar a Joseph se ele a beijou mesmo. Não há como descobrir se ela está mentindo.
— Você acha que Olivia faria isso? — perguntei.
— Se estiver fazendo, eu queria ter pensado nisso primeiro — desejou Tuesday.
— Isso é muito mais complicado do que pensei que seria — disse Selena, com um suspiro.
— Nem me fale — resmunguei.
— Gosto de quase todas as meninas nesta sala, mas quando ouço falar que Joseph fez algo diferente com alguma delas, só penso em dar um jeito de ser melhor que ela — Selena admitiu. — Não gosto de ver vocês como concorrentes.
— É o que eu comentava com Tiny um dia desses — acrescentou Tuesday. — Sei que ela é um pouco tímida, mas é muito refinada e acho que seria uma grande princesa. Não posso ficar brava com ela se tem mais encontros com o príncipe do que eu, apesar de também querer a coroa.
Os olhos de Selena e os meus se cruzaram por um segundo. Pude perceber que pensávamos a mesma coisa. Tuesday disse coroa, não príncipe. Mas deixei passar. A segunda parte de sua fala me pareceu familiar.
— Miley e eu conversamos sobre isso o tempo todo, sobre como vemos ótimas qualidades uma na outra.
Nós nos entreolhamos. Algo parecia ter mudado. Do nada, eu já não tinha inveja de Olivia ou raiva de Blanda. Todas estávamos no mesmo barco, em lugares diferentes, e talvez por motivos diferentes, mas pelo menos estávamos nisso juntas.
— Talvez a rainha Denise esteja certa — reconheci. — O mais importante é ser você mesma. Prefiro que Joseph me mande embora por ser eu mesma a que me mantenha aqui por ser outra pessoa.
— Isso é verdade — concordou Selena. — No fim das contas, trinta e quatro garotas vão embora. E se eu fosse a última a ficar, gostaria de contar com o apoio das outras. Por isso, temos que nos ajudar desde já.
Concordei com a cabeça. Ela tinha razão. E eu sabia que poderia ajudar.
Foi então que Elise apareceu no salão, seguida por Zoe e Emmica. Elise geralmente era devagar e calma; nunca levantava a voz. Naquele dia,  porém, ela veio na nossa direção e berrou:
— Olhem esses pentes! — gritou, apontando para os dois belos enfeites de cabelo cobertos pelo que parecia ser um milhão de dólares em pedras preciosas. — Foi Joseph quem me deu. Não são lindos?
Suas palavras provocaram nova onda de agitação e decepção. Minha confiança recém-conquistada desapareceu.
Tentei não parecer decepcionada. Afinal, eu também recebi presentes. E também fui beijada. Mas à medida que chegavam mais garotas e as histórias eram recontadas uma vontade de me esconder crescia dentro de mim. Talvez esse fosse um bom dia para ficar no quarto com as criadas.
Eu pensava em deixar o salão quando Silvia entrou, com um ar cansado e animado ao mesmo tempo.
— Senhoritas! — ela chamou, tentando obter silêncio. — Estão todas aqui?
Respondemos que sim em coro.
— Graças aos céus! — ela disse, acalmando-se. — Sei que a notícia vem em cima da hora, mas acabamos de saber que o rei e a rainha da Noruécia vêm nos visitar daqui a três dias, e, como todas vocês sabem, temos laços de sangue com a família real de lá. Além disso, parentes mais distantes da rainha virão conhecê-las ao mesmo tempo. Teremos uma casa bastante cheia e pouquíssimo tempo para nos preparar. Por isso, desmarquem tudo o que planejavam fazer à tarde. As aulas no Grande Salão começam imediatamente após o almoço.
Silvia saiu após essas palavras.
Qualquer pessoa acharia que os funcionários do palácio tiveram meses para planejar tudo. Tendas foram armadas nos jardins e mesas de comida e vinho foram espalhadas pelo gramado. O número de guardas era maior que o habitual, e eles ganharam a companhia de vários soldados noruecos que tinham viajado com seu rei e sua rainha. Acho que até eles sabiam como o palácio era perigoso.
Uma das tendas abrigava tronos para o rei, a rainha e Joseph, bem como para os monarcas da Noruécia. A rainha norueca — cujo nome eu seria incapaz de pronunciar mesmo que minha vida dependesse disso — era quase tão bela quanto a rainha Denise, e ambas pareciam muito amigas. Todos estavam confortavelmente sentados sob a tenda, com exceção de Joseph, ocupado em passear com seus parentes e as Selecionadas.
Joseph pareceu encantado em conhecer seus primos, mesmo os mais novos, que brincavam de puxar seu paletó e sair correndo. Ele estava com uma de suas muitas câmeras a tiracolo e corria atrás das crianças tirando fotos. Praticamente todas as Selecionadas observavam a cena com devoção.
— America — alguém me chamou. Virei para direita e vi Elayna e Leah conversando com uma mulher idêntica à rainha. — Venha conhecer a irmã da rainha.
Algo no jeito de Elayna, não sei bem o quê, deixava-me nervosa com o convite.
Juntei-me a elas e fiz uma reverência àquela senhora, que disse às gargalhadas:
— Pare com isso, linda. A rainha não está aqui. Meu nome é Adele. Sou a irmã mais velha de Denise.
Ela estendeu a mão, que segurei, e soluçou durante o cumprimento. Falava com um leve sotaque, e por algum motivo me senti confortável com ela, como se estivesse em casa. Ela tinha as costas curvadas e uma taça de vinho quase vazia nas mãos. Por seu olhar pesado, dava para ver que não era a primeira.
— De onde você é? Adorei seu sotaque — elogiei. Algumas garotas do sul falavam de um jeito parecido, e as vozes delas soavam incrivelmente românticas aos meus ouvidos.
— Hondurágua. Bem no litoral. Crescemos na menor casa do lugar — ela contou, mostrando-me o espaço de um centímetro entre o polegar e o indicador para dar ênfase às palavras. — E olhe para nós agora —
prosseguiu, baixando os olhos para seu vestido. — Que mudança.
— Moro em Carolina. Meus pais me levaram para o litoral uma vez e eu adorei — comentei.
— Ah, não, não, filha — ela disse, agitando a mão. Elayna e Leah pareciam segurar a risada. Era óbvio que elas achavam que a irmã da rainha não devia ser tão informal. — As praias do meio de Illéa são lixo se comparadas às do sul. Você precisa conhecer um dia.
Concordei, com um sorriso nos lábios. Adoraria conhecer mais o país, mas era improvável que um dia conseguisse. Logo em seguida, um dos muitos filhos de Adele chegou e levou a mãe consigo aos empurrões. Elayna e Leah caíram na risada.
— Ela não é hilária? — perguntou Leah.
— Parece simpática — respondi, dando de ombros.
— É muito vulgar — afirmou Elayna. — Você precisava ter ouvido as coisas que disse antes de você chegar.
— O que há de errado com ela?
— Parece que faltou a algumas aulas de etiqueta nos últimos anos. Como Silvia deixou que escapasse? — Leah comentou com um sorriso malicioso.
— Ela nasceu em uma família da casta Quatro, como você — rebati.
Seu ar de superioridade se desfez, e ela pareceu lembrar que não era muito diferente de Adele. Elayna, porém, era Três de nascença e continuou a falar.
— Pode apostar: se eu vencer, minha família será treinada ou deportada. Jamais permitiria que um deles me envergonhasse assim.
— O que ela fez de tão vergonhoso? — perguntei.
Elayna estalou a língua, mostrando desdém:
— Ela está bêbada. O rei e a rainha da Noruécia estão aqui. Deviam trancá-la em uma jaula.
Decidi que aquilo já era o bastante e fui pegar um pouco de vinho. Com a taça na mão, corri os olhos pelo lugar e, sinceramente, não encontrei nenhum canto onde quisesse ficar. A festa estava linda e parecia muito interessante, mas eu já estava irritada.
Pensei nas palavras de Elayna. Se eu acabasse por viver no palácio, será que minha família mudaria? Observei as crianças, que corriam por toda parte, as pessoas em grupinhos, botando a conversa em dia. Será que eu não ia querer que Dallas continuasse a ser ela mesma? Que seus filhos se divertissem independentemente de seu bom comportamento?
Quanto a vida no palácio me afetaria?
Será que Joseph queria que eu mudasse? Era por isso que ele tinha beijado outras garotas? Por que havia algo de errado comigo?
O resto da Seleção seria assim tão entediante?
— Sorria.
Virei para trás e o príncipe tirou uma foto minha. Quase caí para trás com a surpresa. Essa foto inesperada acabou o que tinha sobrado da minha paciência. Fui embora.
— O que foi? — ele perguntou, baixando a câmera.
Dei de ombros.
— O que aconteceu?
— Só não estou a fim de ser parte da Seleção hoje — disse, curta e grossa.
Sem se deixar impressionar, Joseph aproximou-se e baixou o tom de voz:
— Quer conversar? Posso mexer na minha orelha agora — ele propôs.
Respirei fundo e tentei botar um sorriso educado no rosto:
— Não, só preciso pensar — respondi e fiz menção de sair.
— Demetria — ele chamou discretamente.
Parei e me voltei para Joseph.
— Eu fiz algo de errado? — ele perguntou.
Hesitei. Devia perguntar sobre o beijo que ele tinha dado em Olivia? Ou confessar como ficava nervosa ao lado das outras garotas agora que nossa relação tinha mudado? Ou contar como não queria mudar nem mudar minha família para fazer parte daquilo? Eu estava prestes a jogar tudo na cara dele quando ouvi uma voz aguda.
— Príncipe Joseph?
Voltamo-nos em sua direção. Era Blanda, que conversava com a rainha da Noruécia. Claro que ela queria continuar o papo segurando o braço de Joseph, e acenou para chamá-lo.
— Por que você não vai lá correndo? — perguntei deixando o incômodo transparecer em minha voz.
Joseph olhou nos meus olhos. Sua expressão me lembrou de que tudo fazia parte do trato. Eu tinha a obrigação de compartilhá-lo com as outras.
— Cuidado com essa aí.
Fiz uma breve reverência e saí de cena.
Avancei em direção ao palácio e no meio do caminho deparei com Miley sentada sozinha. Eu não queria ficar com ela naquele momento, mas notei que ela estava imóvel em um banco perto do muro nos fundos do palácio, sob o sol escaldante. Seu companheiro mais próximo era um guarda calado cujo posto estava alguns metros adiante.
— Miley, o que você está fazendo? Vá para baixo de uma tenda antes que queime a pele.
— Estou bem aqui — ela respondeu com um sorriso amarelo.
— Não, é sério — eu disse enlaçando meu braço ao dela. — Você vai ficar da cor do meu cabelo. Precisa...
Miley tirou sua mão da minha, mas falou com tranquilidade:
— Quero ficar aqui, Demetria. Eu prefiro.
Seu rosto carregava uma tensão que ela tentava esconder. Tinha certeza de que não estava zangada comigo, mas havia algo estranho no ar.
— Tudo bem. Mas vá logo para a sombra. Queimaduras de sol costumam arder — recomendei, tentando encobrir minha frustração, e segui para o palácio.
Uma vez lá dentro, fui para o Salão das Mulheres. Não podia ficar fora por muito tempo, e pelo menos o salão estaria vazio. Quando entrei, porém, encontrei Adele sentada à janela, assistindo o que acontecia do lado de fora. Ela se virou quando entrei e deu um sorrisinho.
Aproximei-me dela e sentei-me ao seu lado.
— Escondida aqui? — perguntei.
Ela sorriu.
— Mais ou menos. Queria conhecer vocês e ver minha irmã de novo, mas odeio quando essas coisas se tornam funções de Estado. Fico tensa.
— Também não sou muito fã. Não consigo me imaginar fazendo coisas assim o tempo todo.
— Aposto que não — ela disse, indolente. — Você é Cinco, certo?
Não vi ofensa em seu modo de falar. Sua pergunta era mais para saber se eu era do mesmo clube que ela.
— É. Isso mesmo.
— Eu me lembro do seu rosto. Você foi gentil no aeroporto. É o tipo de coisa que ela teria feito — afirmou, voltando-se para a janela e apontando a cabeça na direção da rainha. Depois de um suspiro, continuou: — Não sei como ela faz isso. É mais forte do que a maioria desconfia.
Adele pegou a taça de vinho e virou-a em um gole só.
— Ela parece ser muito forte, mas elegante também — comentei.
A irmã da rainha se encheu de orgulho.
— Sim, mas é mais que isso. Olhe para ela agora.
Observei a rainha. Reparei como seus olhos treinados varriam o gramado. Segui seu olhar, que se concentrava em Joseph. Ele conversava com a rainha da Noruécia ao lado de Blanda. Com um priminho pendurado em sua perna.
— Ele teria dado um grande irmão mais velho — ela comentou. — Denise perdeu três filhos. Dois antes dele, um depois. Ela ainda pensa nisso. E eu tenho seis. Me sinto culpada sempre que apareço aqui.
— Tenho certeza de que ela não pensa assim. Aposto que fica animada sempre que a visita — confortei-a.
Ela se virou para mim e disse:
— Você sabe o que a deixa feliz? Vocês. Sabe o que ela vê na competição? Uma filha. Ela sabe que, quando tudo acabar, terá dois filhos.
Olhei para Adele e depois para a rainha.
— Acha isso? Ela parece um pouco distante. Nunca falei com ela. Adele confirmou com a cabeça.
— Espere. Ela tem medo de se apegar agora e depois ter que ver vocês partir. Quando o grupo diminuir, você verá.
Olhei novamente para a rainha. E então para Joseph. Depois para o rei. E, por fim, para Adele de novo.
Tanta coisa se passou pela minha cabeça... Como as famílias eram iguais, independentemente da casta. Como as mães carregavam suas preocupações. Como eu realmente não odiava nenhuma das garotas ali, não importava quão erradas estivessem. Como todos lá fora deviam estar fazendo uma cara animada e corajosa, por um motivo ou outro. E finalmente, como Joseph tinha me prometido algo.
— Com licença. Preciso falar com uma pessoa.
Adele secou sua taça e deu um tchauzinho contente. Corri palácio afora até chegar aos jardins. Procurei o príncipe por uns instantes e o encontrei brincando de pega-pega com o priminho, perto de um arbusto. Dei um sorriso e me aproximei devagar.
Joseph finalmente parou, agitando os braços em reconhecimento da sua derrota. Ainda rindo, ele virou para trás e deparou comigo. Com o sorriso ainda aberto no rosto, nossos olhares se cruzaram. O sorriso se desfez. Ele examinava meu rosto em busca de um sinal do meu humor.
Mordi os lábios e olhei para baixo. Era evidente que a preocupação com meu destino enquanto participante da Seleção implicaria processar uma série de sentimentos para os quais não estava preparada. No entanto, eu os deixei vir. Precisava ter cuidado para não os descontar nos outros, especialmente em Joseph.
Pensei na rainha, em como ela recebia ao mesmo tempo líderes estrangeiros, membros da família e um bando de meninas barulhentas. Tudo de uma vez. Ela ajudava o marido, o filho e o país. E por baixo dessa força estava uma Quatro que lidava com suas próprias dores e que nunca deixou sua antiga condição ou suas aflições recentes impedi-la de fazer tudo o que fazia.
Olhei para Joseph sem levantar a cabeça e sorri. Devagar, ele sorriu de volta e cochichou algo com o garotinho, que imediatamente saiu correndo. Depois, mexeu na orelha. E eu fiz o mesmo.

3 comentários:

  1. simplesmente perfeito...
    Demetria seria a rainha prefeita...
    posta mais um
    por favooooorrrr.

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  2. Amei o Capitulo.
    poste logo! Bjs

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  3. Ameeii..
    Cara, é tão perfeito isso tudo..
    Eu tenho vontade de ler o livro, não por não estar gostando da tua história. Mas eu queria poder ter, e tocas ,as paginas com uma história tão perfeita, sabe?
    *-*
    Posta Logooo
    beijo
    s2

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