19/06/2014

Love Is On The Radio - Capitulo 01


- Shane, anda logo! - Selena gritou do pé da escada segurando sua bolsa - Estamos atrasados.

A pequena criança, descia a escada carregando sua mochila e seu boneco favorito.

- Desculpa a demora mamãe. - Shane terminou de descer a escada e Selena sorriu.
- Tudo bem, mas agora vamos!

Selena era uma mulher completa. Era uma mãe solteira, bem sucedida e bem feliz. Shane tinha cinco anos e era o grande amor da vida dela. Todas as manhãs, ela levava Shane para a escola e depois ia para a agencia de publicidade aonde trabalhava e, nessa manhã não seria diferente.

- Tenha um bom dia filho - Selena disse beijando a testa do menino.
- A Senhora também mamãe! Te espero no mesmo horário de sempre - E Shane entrou correndo pelos grandes portões, sumindo da vista de Selena.

Selena voltou para o carro e ligou o rádio.

- E essa é a LIOTR Fm, tocando todas as suas musicas favoritas. Eu sou Joe e agora vocês vão ouvir "A VOZ!" - Selena revirou os olhos e saiu do estacionamento.

Ela detestava aquele programa mas era a melhor coisa que se tinha pra ouvir naquele horário. Ela dirigiu escutando as declarações de amor anonimas até a Judd Publicity. Assim que ela chegou em seu andar, encontrou Kevin dando uma bronca em Nicholas, o estagiário...de vinte e seis anos.

- Bom dia Kevin - Selena sorriu para o chefe
- Bom Dia Selena - Kevin cumprimentou a sua melhor publicitária.
- Bom Dia Senhorita - Nicholas disse num sussurro
- Bom Dia Fracassado - Esse era o apelido de Nicholas na empresa.
- Eu não sou fracassado! Por que vocês ainda insistem nisso? - Nicholas disse num tom dez vezes mais alto do que antes e saiu andando.
- Você sabe que ele é um grande Jornalista, certo? - Kevin perguntou para Selena
- Não sabia... até agora - Selena sorriu - Te vejo na hora do almoço.

Selena caminhou até seu escritório. "Até parece que Nicholas era um grande jornalista", ela sorria ao ver a fúria do Estagiário porque ela sabia que no fundo ele realmente era um fracassado.
Porém, ela não sabia que, sim, Nicholas era um grande Jornalista e que ele tinha optado fazer a faculdade de Publicidade e Propaganda por pura vontade. Nicholas era tão tímido que pensou que a segunda faculdade o ajudaria a se livrar dessa timidez, quando descobriu que isso não aconteceria já estava apaixonada pela área.

Demetria entrou correndo na sala de Selena como se alguém estivesse perseguindo ela.

- O que aconteceu? - Selena perguntou assustada com a expressão de felicidade da amiga.
- Se declararam para mim essa manhã no A VOZ! - Demetria sorria - Na hora do almoço eu vou até a radio saber quem é.
- Continua escutando aquilo? - Selena revirou os olhos. Demi era fã daquele programa
- Todas as manhãs - Demi se sentou na cadeira vaga em frente a Selena
- Eu não vou com você. - Selena disse voltando sua atenção para o notebook.
- Você é uma péssima amiga sabia? - Demi disse se fingindo de ofendida
- Você me diz isso umas quatro vezes por dia - Selena sorriu.
- Qual é Selly! Vamos com sua melhor amiga? - Demi fez voz de manha.
- Minha querida Demi! eu até iria mas tenho uma reunião no almoço e depois tenho que ir ver a peça de teatro do Shane - Selena disse sorrindo de uma forma doce
- Dessa vez eu deixo mas só porque você vai ver a peça do Shane! - Demi disse sorrindo. - Tenho que ir, antes que Kevin resolva passar novamente no meu escritório.

Demetria levantou e saiu da sala. Selena sorriu por um instante e voltou sua atenção ao anuncio que estava fazendo. Cerca de uns vinte e cinco minutos depois, Nicholas bateu na sua porta, trazendo as cópias do anuncio.

- Obrigada Estagiário - Selena sorriu sem dar atenção para ele, enquanto ele deixava a pequena pilha de papel na mesa dela.
- De nada e eu quase ia me esquecendo: - Selena olhou para ele - O slogan não tem um efeito que me convença que eu precise disso - Ele sorriu e saiu da sala.

Selena pegou uma das folhas de papel e observou o slogan “Primavera. No coração dos brasileiros”.Era um bom slogan para uma marca de papel higiênico não era? Ela pegou o anuncio e levou até a sala de Kevin.

- Me diz que está bom. - Ela disse mostrando a folha para Kevin
- “Primavera. No coração dos brasileiros”. Você sabe quem as pessoas usam papel higiênico um pouco mais embaixo certo? - Kevin disse
- Maldito estagiário! - Selena disse
- Eu te avisei que não era bom - Nicholas disse molhando a pequena palmeira que Kevin tinha na sala.
- Selena, acho melhor você pensar em outro slogan. - Kevin disse de uma forma compreensiva.
- Vou fazer isso. - Selena respirou fundo e pegou o anuncio da mesa de Kevin.

Ela passou o resto do dia pensando numa frase de efeito melhor mas não consegui pensar em nada melhor. No fim do dia, tudo que ela tinha era uma grande enxaqueca.


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Espero que gostem!
Comentem

01/06/2014

Sinopse e Personagens - Love Is On The Radio


Selena é uma mulher de 25 anos como uma outra mulher qualquer. É uma bem sucedida publicitaria, bonita e tem o melhor filho do mundo. Ela não mudaria nada em sua vida!
Em um dia qualquer, a caminho do trabalho, ela escuta "A VOZ!", um programa aonde as pessoas declaravam seu amor de uma forma anonima, e se sente atraída por um desconhecido.
Sem saber quem ele é e lutando contra todos os seus instintos se apaixonando, Selena começa uma busca atrás de um desconhecido sem saber que ele está mais perto do nunca.

Personagens:


  • Selena Marie Gomez (25 anos) - A Publicitária.
  • Nicholas Jerry Jones (26 anos)- O Estagiário
  • Shane Mitchell Gomez (5 anos) - O Filho
  • Demi (Demetria) Lovato (24 anos) - A Amiga
  • Joe (Joseph) Jonas (27 anos) - O Dono da Radio
  • Miley Poynter (25 anos) - A Intrometida
  • Kevin Judd (28 anos) - O Chefe


Hey Sweethearts! Sei que eu disse que ia voltar a postar "A Elite" mas tivi essa ideia de fic e achei melhor do que recomeçar algo que provavelmente vocês já sabem o final. Então, eu sinceramente espero que vocês gostem dessa fic.

27/04/2014

Capitulo 3



– O negócio é o seguinte, - Uma voz masculina falou do outro lado e ela se assustou. - nós estamos com sua amiga.

–"AY CARAMBA!" - Erin disse mas logo soltou uma risada. - Sempre quis dizer isso. Bianca vai morrer quando descobrir que eu falei o bordão do personagem do seriado favorito dela.

– 40 mil. - Clark soltou.

– Vou pensar se ela vale tudo isso. - Erin disse.

– Amanhã, no beco perto do apartamento de vocês. - Clark disse.

– Okay! - Erin desligou o celular e saiu do quarto dela. - GENTE ACORDA!

Todos abriram as portas dos quartos com suas caras sonolentas.

– FUDEU! - Erin disse num longo suspiro. - Bianca foi sequestrada e eles querem cinquenta mil.

– E agora? - Lai perguntou

– E agora é que nós temos que pagar o resgate. Não podemos deixar a Bia na mão uma hora dessas. - Clary disse.

– Dez mil. Cada um de nós deve dar dez mil. - Gabriel disse explicando.

– Sou loira mas não sou burra Gabriel! Eu sei quanto que temos que dar individualmente. - Erin disse com uma cara de obvio.

– Bem, agora vamos voltar a dormir porque agora, de madrugada, não podemos fazer nada . - Lai disse e todos concordaram.

Assim que retornou ao seu quarto, Lai pegou seu celular e ligou para o namorado.

– Oi Amor... - Jack, o namorado, disse com uma voz sonolenta no outro lado da linha

– Assaltaram aqui, destruíram meu quarto e sequestraram a Bianca - Ela soltou de uma vez.

– Calma. quem fez isso? Foi a mafia? - Ele disse mais alerta

– Foi. Eles pediram 40 mil reais como resgate.

– Maldito Tom Gordo!

– O que eu faço agora?

– Escuta aqui Lai: você não vai dar nenhum centavo para eles. - Jack disse num tom mais autoritário.

– Estamos falando da minha amiga. Eu ja dei mancada demais com ela.

– Ela que se vire Lai. O nosso buraco é mais fundo.

Jack desligou o telefone sem esperar por uma resposta.

Ele havia se envolvido coma Mafia antes deles se conhecerem. Quando começaram a namorar, Jack deixou a mafia e entrou para a polícia. Então a mafia começou a persegui-los e, de todas as tentativas, dessa vez, eles cheram muito longe: levaram Bianca.

Por mais que Jack dissesse para ela não se envolver, ela não podia ficar longe disso. Havia feito Bianca sofrer muito e sempre deu várias mancadas com ela mas ela sempre a entendia e a perdoava. Sem contar o fato que Bianca não hesitaria nenhum segundo em pagar o resgate se fosse ela que tivesse sido sequestrada. Ela sabia o que fazer e iria fazer.

Ela pegou seu celular e discou três números.

– 190. Qual a ocorrência?

Com Bianca...

– Qual é? Se eu continuar cantando minha voz irá acabar. - Bianca disse

– Então descanse um pouco - Clark disse sorrindo feito um fã.

– Não. Continue cantando - Um cara acompanhado de dois seguranças entrou no galpão.

– Chefe! - John gritou assustado.

– Incompetentes. Olá Senhorita Lovato, sou Tom Gordo, - Ele segurou a mão de Bianca -SEU MAIOR FÃ!

– Ai caramba! Era só o que me falta nesse momento - Bianca disse enquanto abraçava ele.

– ISSO É UM SONHO. EU VOU CHORAR - Ele praticamente sufocava Bianca - SEGUREM MINHAS LAGRIMAS!

Os dois seguranças correram e começaram a tentar a segurar as lagrimas de Tom Gordo, o que assustou Bianca.
Secretamente ela estava em pânico e esperava seriamente que alguém fosse resgata-la.

Ela passou três horas conversando com Tom Gordo fingindo ser a Demi e a cada pergunta que ele fazia e ela acertava, ela agradecia por ser Lovatic.

No apartamento...

Lai desligou o telefone, correu e acordou a todos. Assim que todos estavam prontos, ela contou sobre a mafia e contou que sabia onde Bianca e todas as coisas poderiam estar.

– Galera, - Gabriel olhou para as garotas. - temos um resgate para fazer.

– YEAH!!!!!!!! - Erin gritou, pegou o capacete da moto e saiu.

– Vamos ignorar esse ato de loucura dela e vamos logo salvar a Bia! - Clary disse pegando a chave e seu casaco.

Os três sairam e foram até o carro de Gabriel. Na maior velocidade que eles podiam, eles correram até o local.

Com Bianca...

Ela estava exausta. Cantava Made In The U.S.A. para Tom Gordo, que se desmanchava em lágrimas quando escutou um barulho alto.

– John e Clark, vão ver o que foi isso. - Tom Gordo mandou.

Antes deles chegarem a porta do galpão, John e Clark foram atingidos por tiros. Tom Gordo olhou para os dois caídos e olhou a pessoa que entrava no galpão.

– Ora,ora. - Tom esboçou um sorriso cínico. - Me falem se não é o desertor traíra Jack.

– Olá Tom Gordo. Já se engasgou com algumas comida hoje? - Jack disse se aproximando.

– O que você veio fazer aqui?

– Resgatar a amiga da minha namorada. - Jack apontou a arma para Bianca.

– Pera. Sua namorada é amiga da Demi Lovato? - Tom Gordo quase se animou.

– Demi Lovato? Cara, você é burro mesmo! - Jack riu. - Essa garota se chama Bianca e não Demi Lovato.

Tom olhou para Bianca com lagrimas nos olhos. Ela quase sentiu dó dele.

– Você mentiu pra mim? - Tom perguntou.

– Eu não tenho culpa de nada! Foi Clark e John que inventaram essa baboseira. - Bianca disse.

– E por que me fez perder tempo com você? - Tom apontou uma arma pra ela.

– Temi pela minha vida como tô temendo agora. - Bianca levantou as mãos na altura do peito.

– Solta a garota e devolve as coisas da minha namorada que eu deixo você sair solto hoje. - Jack disse sorrindo.

– E se eu não quiser? - Tom disse engatilhando a arma.

– Bem, então você irá direto para um presidio de segurança máxima. - Jack disse como se não se importasse.

– Você ganhou dessa vez Jack. - Tom tirou a arma de perto de Bianca e a guardou.

– Nem sonhe em chegar perto da minha namorada ou dos amigos dela novamente Tom. Eu sei muito e todos vocês correm risco agora que estou na polícia.

– Isso não vai ficar assim. - Tom Gordo deu uma ultima olhada em Jack e Bianca e saiu pelo fundo do galpão.

Assim que Tom Gordo desapareceu de vista, Jack e Bianca sairam do galpão. Quando pisaram do lado de fora, encontraram Clary, Gabriel e Lai esperando eles.
Bianca correu e abraçou os amigos enquanto Jack apenas observava de longe.

Depois de soltar Bianca, Lai olhou pro namorado e disse sem voz: "Obrigada por salva-la". Ele sorriu e foi embora.

Os quatro amigos já estavam voltando pra casa quando se derão conta de que Erin não havia aparecido.

– Erin sumiu mais uma vez. - Gabriel disse e todos bufaram.

Aquela madrugada estava longa demais e parecia que nunca ia acabar.


Como o Tom Gordo ficou depois que descobriu a verdade:



Haha desculpem a super demora Sweethearts!
Vocês me desculpam?

05/04/2014

Capitulo 02 (Atrasado "por demais da conta sô")

- Me digam que alguém esqueceu a porta aberta e um cachorro entrou e destruiu tudo - Bianca disse olhando pros amigos.
- Caraca! Lembrei-me de uma coisa. - Erin disse e todos olharam pra ela - Esqueci-me de pegar o telefone daquele gatinho que eu cai encima.

Bianca bufou e caminhou até o apartamento. Tudo estava revirado e destruído. Gabriel, Lai, Erin e Clary entraram no apartamento e sentiram a mesma coisa que Bianca ao ver tudo aquilo.
Clary caminhou até Bianca e disse:

- Está tudo bem. Nós vamos dar um jeito.
- Eu preciso de um pouco de ar. - Bianca olhou para a amiga e saiu do apartamento.

Bianca saiu do prédio e caminhou pelas ruas vazia do bairro aonde moravam. Aquele dia que aparentava ser perfeito, no fim, foi um desastre! Tudo que estava dentro daquele apartamento era resultado de uma batalha dela e dos amigos e , agora, tudo teria que ser reconstruído.

Enquanto isso no apartamento...

Os quatro amigos encaravam tudo. Gabriel, chapado como nunca, cantava uma musica qualquer.

- Puta que pariu! Meu gato pôs um ovo, mas gato põe ovo, puta que pariu de novo! Eu sou um vampiro doidão.
- Pera! – Todos deram atenção pra Erin – Cadê a Bia???
- Sério mesmo que você não viu saindo? – Clary disse olhando pra cara de Erin.
- Nunca saberia que ela tinha saído caso você não tive me comunicado agora – Erin disse.
- Pensando no cara, certo? – Lai perguntou.
- Pensando naqueles magníficos olhos verdes. – Erin disse – Mas, e agora, o que vamos fazer??
- Precisamos começar ligando pra polícia – Clary disse e pegou seu celular.

Com Bianca...

Ela andava distraída quando trombou com dois caras suspeitos.

- Me desculpem – Bianca disse se recompondo.
- CARAMBA! CARA, ELA É A DEMI LOVATO! – Um dos caras disse.
- O quê??? Não, definitivamente não – Bianca disse.
- Vamos leva-la – Um dos caras falou – Ela vale uma grana.

E sem perceber Bianca foi “apagada” pelos homens. Eles a carregaram por dois quarteirões até uma van preta aonde itens do apartamento se encontravam.

- Vamos leva-la para o esconderijo e depois vamos falar pro chefe a surpresinha que nós temos pra ele – Um deles falou.
- Ele vai adorar saber que sequestramos a cantora favorita dele – O outro disse.

No apartamento...

- Bem, já liguei pra polícia – Clary disse – Não mexam em nada, eles estão vindo fazer uma perícia.
- Tarde demais – Gabriel solta um bibelô que se estilhaça no chão.
- Gabriel! – Clary diz – Por favor, não toquem em nada.
- Vamos aos nossos quartos ver se sumiu algo. – Lai disse.
- É melhor – Erin vai na frente sendo seguida por Gabriel e Lai.
- Espero que a Bianca esteja bem – Clary diz e vai até seu quarto.

Com Bianca...

Quando ela acorda, Bianca pensa estar cega, pois tudo está escuro.

- Socorro! Alguém? Eu não sou a Demi Lovato – Ela diz num tom de voz razoavelmente alto.
- Negação. A primeira confirmação de que ela é realmente a Demi Lovato – Um deles diz.
- Sério mesmo que vocês acham que eu sou a Demi?? – Bianca perguntou inconformada.
- Nós temos certeza que sim – O outro falou tentando esconder a empolgação na voz.
- Legal. – Ela lamenta – Dá pra acender a luz?
- Você que manda Diva! – Um deles disse completamente empolgado.

Assim que as luzes são acesas, Bianca vê que está presa num galpão enorme. Ela também vê as suas coisas roubadas num canto.

- Ei! Foram vocês que assaltaram meu apartamento?? – Ela diz.
- Não fomos nós não. Nós assaltamos o apartamento de uma inimiga do nosso chefe – Um deles disse – Agora dá pra cantar This Is Me pra mim?
- Certo, eu canto mas só se vocês me disserem seus nomes – Bianca resolveu entrar no papel.
- Eu sou o Clark e ele é o John. – Clark disse empolgado.
- Okay. Prazer, Clark e John. - Bianca disse.
- Agora canta - John diz com um certo tom de empolgação na voz.

E Bianca cantou com o tom mais próximo da Demi Lovato que ela conseguiu e os bandidos se convenceram.

No apartamento...

Todos olharam seus quartos e depois se encontraram na sala.

- Alguém mais teve o quarto revirado? - Lai perguntou.
- Não - Erin disse olhando pros outros.
- O meu estava intacto assim como o da Bianca - Gabriel afirmou.
- O meu estava igualzinho como eu deixei - Clary disse.
- Estranho. o meu estava destruído - Lai disse e começou a ter uma ideia de quem mandará assaltar o apartamento, mas resolveu não falar.
- Bem, de qualquer jeito, a polícia descobrirá quem fez isso - Clary falou otimista.
- Mas possa ser que ela não descobra - Lai falou baixinho.

Assim que eles terminaram de falar a polícia chegou acompanhados por uma equipe de perícia. Eles olharam tudo mas não encontraram nada que desse um sinal de quem tinha invadido o apartamento naquela noite.
Depois da polícia ir embora, não restou nada mais pra eles fazerem a não ser dormir. E quando eles deitaram suas cabeças nos travesseiros, não faziam ideia do perigo que Bianca corria.

Com Bianca...

Ela foi obrigada a cantar durante três horas todas as musica da Demi. E a cada musica terminada, era aclamada por palmas e gritos dos dois bandidos "Lovatics". Quando terminou, ela deu graças a Deus e os bandidos voltaram a ser bandidos.

- Bem, você tem direito a uma ligação e você pode escolher pra quem ligar - Clark disse rindo maleficamente no final.
- E quais opções eu tenho? - Bianca perguntou.
- Seus pais ou seus amigos - John disse sorrindo.
- Não quero ligar pros meus pais - Bianca lamentou. - E meus amigos me deixariam morrer aqui...
- O tempo está acabando, escolha um logo! - John falou impaciente. - Famosos.
- Vou ligar pros meus amigos - Bianca disse sem ter outra escolha fazer. Não queria preocupar os pais.
- Certo. Então disque o numero de um deles. - John colocou o telefone na frente de Bianca e ela digitou o primeiro numero que veio a cabeça.

No apartamento...

Erin descansava tranquilamente quando seus celular começou a tocar desesperadamente. Ela olhou o numero no visor e viu que era desconhecido. Seguindo seus instintos, ela atendeu.

- Alô - a voz de Bianca ecoou no outro lado.
- BIANCA, SEU VACA DESMAMADA!, CADÊ VOCÊ MENINA! - Erin gritou assim que reconheceu a miga
- O negócio é o seguinte, - Uma voz masculina falou do outro lado e ela se assustou - nós estamos com sua amiga.

27/03/2014

Selinho e uma resposta para Diana


A linda da Rockvato me deu um selo. E minha reação foi tipo assim...


E depois foi assim...




Mas vamos deixar isso de lado e fazer o que se pede.

Qual fanfic que você mais gosta de sua autoria?
Não posso dizer qual é minha favorita porque elas são como meu filhos mas eu gostei muito mesmo de escrever a fic "Adolescentes Em Casa" e estou adorando escrever a "We All Have A Story To Tell".
Qual fanfic da minha autoria (quem passou o selo)  você mais gosta?



Repassando:






Agora respondendo a Sweetheart Diana que me perguntou qual o nome da musica que toca no player...
A musica se chama Happily Ever After e quem canta é a banda He Is We.




Capitulo inédito no domingo, dia 30/03


23/03/2014

Capitulo 01

01 de Fevereiro de 2013 

- Precisamos morar juntos algum dia! - Bianca disse em meio a uma conversa

                                                                                                                          01 de Fevereiro de 2016

- Maldito dia em que eu dei a ideia de morarmos juntos - Bianca disse encarando a bagunça na casa.

Já faziam seis meses que os amigos, Lai, Clary, Erin, Bianca e Gabriel, moravam juntos. Eles tomaram essa decisão ainda no Ensino Médio e a partir daquele dia, eles juntaram todo o dinheiro possível para aquilo acontecer. E quando finalmente aconteceu, parecia um pesadelo para Bianca.

- Posso pedir uma coisa? - Bianca disse segurando uma cueca de Gabriel
- Claro - Todo os três derão atenção pra ela.
- SÓ PORQUE EU CUIDO DA CASA E HIGIENIZAÇÃO, NÃO SIGNIFICA QUE EU SEJA OBRIGADA A ATURAR ISSO!

Ela pegou a cueca e tacou na cara de Lai que tacou na cara de Gabriel.

- É impressão minha ou somente eu deu falta da Erin - Clary perguntou
- Só você - Gabriel disse enquanto analizava a cueca.

Erin entrou no apartamento completamente eufórica.

- Você encontrou o Guns por ai? - Lai perguntou
- Não - Erin desanimou mas logo voltou a ficar animada - Meninas! Tenho novidades.
- Sobre? - Bianca perguntou enquanto passava café
- A banda - Os olhos de Erin praticamente brilhavam
- Conta - Clary se animou
- Consegui um show num barzinho aqui perto - Erin disse
- Sério? Quanto que pagam? - Gabriel largou a cueca
- Sérissimo! Pagaram 75 reais para torcarmos das sete até as dez
- Não é nada tão grandioso mas dá pro gasto - Bianca disse
- Ahhh, só pra constar... já aceitei - Erin disse fazendo uma careta de "ops!".
- Erin! - Bianca disse rindo - Pelo menos podemos nos exercitar
- Ok, então Bianca volta cedo da Faculdade pra podermos ensaiar. - Clary disse batendo palminhas.
- Ok! - Bianca disse e foi para seu quarto.

Como era de costume, todos se arrumaram e foram para a faculdade. Gabriel cursava Engenharia Bélica enquanto Lai cursava Filosofia. Erin cursava Gastrônomia enquanto Clary cursava Publicidade e Propaganda. E Bianca, bem, ela cursava Medicina.

Elas ensaiaram todas as noites antes do show e já sabiam as musicas que iriam tocar. A banda era formada por Bianca, Erin e Clary e se chamava Fireflies. Na noite do show, as três estavam nervosas mas não era nada que elas não pudessem controlar.

- Nós vamos estar lá - Gabriel disse empurrando as três para fora do apartamento
- Não se atrasem como sempre - Clary falou saindo

As três caminharam até o bar. Assim que chegaram, viram que estava cheio e se assustaram.

- Acho que esse vai ser o show mais cheio que fizemos - Clary disse subindo no palco
- Vamos apostar quanto tempo vai levar pra eles irem embora - Erin falou empolgada
- Que tipo de aposta é essa? - Bianca repreendeu - Eles ficaram uma hora
- Meia hora - Erin disse - Valendo uma caipirinha

Elas riram e arrumaram tudo que tinha que arrumar. Cinco minutos antes do show começar elas conheceram o proprietário do bar, e ele era a pessoa mais animada naquele lugar. Quando começaram a tocar, tudo parecia bem até que na terceira musica, Erin se empolgou no solo final de guitarra e, quando fez sua melhor pose de Rock Star, ela caiu no colo de uma cara sentado na primeira mesa.

- MEU ZEUS MORRI E FUI PRO CÉU - Erin disse vendo o cara
- Por que eu deixei ela ler aquele livro de mitologia mesmo? - Bianca perguntou a si mesma - Carinha bonitinho, você pode devolver nossa guitarrista? Depois você pode falar com ela, ok? - Ela anunciou no microfone
- NÃOOOO, me deixa aqui Bia por Favor - Erin fez biquinho e Bianca riu
- Anda, nós temos um show pra fazer - Ela disse e Enrin subiu no palco - Certo, então lá vamos nós!

O show continuou por mais uma hora e meia e, ao contrário do que Erin e Bianca pensavam, todas as pessoas que estavam no bar se mantiveram agitadas durante todo o espetacúlo.
Quando elas finalmente foram dispensadas, as três desceram do palco e foram até a mesa aonde Gabriel, Lai e seus respectivos namorados se encontravam.

- Não é porque eu tô quase bêbado que eu não posso falar a verdade- Gabriel disse levantando uma caipirinha - VOCÊS FORAM FODAS!
- Valeu Gabriel bêbado - Erin disse tomando o copo da mão dele
- De nada - ele disse pegando o copo de volta.
- Quem deixou ele beber tanto? - Bianca perguntou se servindo.
- Ninguém, como sempre - Lai disse.
- E por que ninguém mandou ele parar de beber? - Bianca perguntou ficando zangada.
- Porque ninguém é minha mãe - Gabriel disse de uma forma quase não intelígivel.

A noite ia se alongando e Gabriel e Lai iam tomando. Já passava da meia-noite quando, já irritada, Bianca mandou todo mundo pra casa. E não é necessário dizer que o caminho foi um tormento com Gabriel e Lai gritando uma musica do Matanza.

- ESTAMOS TODOS BÊBADOS. BÊBADOS DE CAIR. SE TODOS NÃO ESTIVEREM BÊBADOS, CAIRAM FORA DAQUI - E os dois quase cairam
- Da próxima vez preciso filmar isso - Erin disse rindo
- Bando de crianças irresponsáveis - Bianca disse entre os dentes
- Hey, relaxa Bia! Você não é a mãe deles e ambos são maiores de idade - Erin disse e Bianca mandou um olhar fatal.

Eles seguiram cantando até a portaria do prédio aonde moravam. Bianca sentia uma vontade imensa de socar eles mas se conteve até o apartamento deles. Quando desceram no andar, eles perceberam todas as suas coisas jogadas pelo corredor e quando finalmente viram a porta, perceberam que ela estava aberta.

- Me digam que alguém esqueceu a porta aberta e um cachorro entrou e destruiu tudo - Bianca disse olhando pros amigos.

13/03/2014

Vou continuar postando fic aqui mas...

(Sei que não tem nenhuma ligação entre o post e o gif mas o Marshall estava muito fofo para não estar aqui)

Certo, depois de ver que algumas pessoas ficariam tristes por eu deixar o blog, resolvi não bloquiar o acesso de vocês ao blog e continuar postando fics.
Porém, eu não vou continuar postando A Elite. Depois de falar com as meninas do Sweethearts e pensar muito mesmo, decidi postar minha primeira fic original minha aqui também.
A fic ainda não tem nome definido (algo entre It's A Crazy World ou I Need Find Him) e deve estrear provavelmente na semana que vem.
Eu realmente espero que vocês gostem dessa fic.

08/03/2014

Isso é uma despedida mas não é necessário dizer adeus...


Sim, é isso mesmo que você leu. Eu decidi parar de postar nesse blog.
Eu juro que pensei muito nisso e decidi que era o melhor que eu podia fazer, já que eu não tenho mais todo tempo do mundo para me dedicar a ele.
Não existe nada que me faça mudar de opinião. Eu vou bloquear o acesso das pessoas a ele pois não teria coragem de excluir ele definitivamente, já que grande parte da minha adolescência está aqui. Só que hoje eu tenho dezoito anos e preciso fazer algo muito mais sério.
Não vou parar de escrever fanfics, só que a partir de agora vou escrever histórias originais, e não sobre os Jonas, Demi, Selena e Miley.
Sei que vocês querem ler a continuação da fic, então minha recomendação é que vocês leiam o livro da Kiera Cass ( A Seleção e A Elite).
Eu vou continuar com os blogs "Lá Vem a Tempestade" e "O Estranho Mundo de Gabs" e vou postar minhas fics no Nyah Fanfiction a partir de agora. Quem quiser ser avisado sobre novas fics e posts no blog, basta me adicionar no facebook.
Peço desculpas do fundo do meu coração mas é que dessa vez, eu precisei pensar no meu futuro.

O blog será inativado dia 15/03/2014 e esse é meu ultimo post nele.

Com amor

Gabs Muniz

04/03/2014

Capitulo 08

A FESTA DE HALLOWEEN FOI TÃO INCRÍVEL quanto Joseph tinha prometido. Quando adentrei o Grande Salão, com Maddie ao meu lado, fiquei pasma com toda aquela beleza diante de meus olhos. Tudo era dourado. Enfeites de parede, joias brilhantes sobre os candelabros, copos, pratos, e até a comida: tudo tinha toques de ouro. Nada era menos do que magnífico. Um aparelho de som tocava música pop, mas, no canto do salão, uma pequena banda aguardava o momento de tocar as danças tradicionais que tínhamos aprendido. Câmeras — de foto e vídeo — espalhavam-se pelo ambiente. Sem dúvida, a festa seria o destaque da programação de Illéa no dia seguinte. Impossível existir uma comemoração como aquela. Imaginei por uns instantes como seria se eu estivesse aqui até o Natal.
As fantasias estavam maravilhosas. Miley estava de anjo, dançando com o soldado Woodwork. Sua fantasia tinha até asas — pareciam feitas de papel brilhante — que pendiam das suas costas. Celeste usava um vestido curto feito de penas; a pluma comprida na parte de trás de sua cabeça indicava que a fantasia era de pavão. Selena estava ao lado de Natalie, e ambas pareciam ter combinado: o corpete do vestido de Natalie estava coberto de flores abertas, ao passo que a saia de pregas era feita de tule azul. O vestido de Selena era dourado como o salão e recoberto com camadas e camadas de folhas. Chutei que estavam fantasiadas de primavera e outono. Uma ideia fofa.
A herança asiática de Elise foi explorada ao máximo. Seu vestido de seda era um exagero perto das roupas discretas que ela costumava usar. As mangas longas e drapejadas eram dramáticas ao extremo, e sua capacidade de andar com todos aqueles enfeites na cabeça me impressionou. Elise não era de chamar a atenção, mas naquela noite estava linda, com um ar de rainha. Espalhados pelo salão, estavam parentes e amigos, também fantasiados, e mesmo os guardas estavam bem-vestidos. Vi um jogador de beisebol, um vaqueiro, alguém de terno com um crachá em que se lia GAVRIL FADAYE. Um dos guardas ousou ao ponto de botar um vestido de mulher; estava rodeado por um punhado de meninas que morriam de rir. Muitos dos outros guardas, no entanto, estavam com a versão de gala de seus uniformes, que consistia simplesmente em calças vincadas brancas e casaca azul. Usavam luvas, mas não chapéu, o que ajudava a distingui-los dos guardas em serviço que rondavam o salão.

— Então, o que você está achando? — perguntei a Maddie, mas quando me virei ela já tinha desaparecido na multidão para explorar o lugar.

Comecei a rir sozinha enquanto tentava identificar seu vestidinho bufante no salão. Quando ela me disse que queria ir à festa fantasiada de noiva — “tipo as da TV” —, achei que era piada. Mas ela ficou simplesmente ótima de véu.

— Olá, senhorita Demetria — alguém sussurrou em minha orelha. Voltei à realidade e ao me virar para responder deparei com Nicholas ao meu lado com seu uniforme de gala.
— Você me assustou! — reclamei, com a mão no coração como se isso fosse diminuir seu ritmo.

Nicholas apenas riu.

— Gostei da fantasia — ele disse, com um tom simpático.
— Obrigada.

Também gostei. Anne tinha me transformado em uma borboleta. Meu vestido, bem ajustado, era de um material esvoaçante, com a barra preta ondulando à minha volta. Uma máscara minúscula imitando asas de borboleta me cobria o rosto e criava um ar misterioso.

— Por que você não se fantasiou? — perguntei. — Não conseguiu pensar em algo?

Nicholas sacudiu os ombros.

— Prefiro o uniforme. — Hmm. Me parecia triste desperdiçar esse ótimo pretexto para uma extravagância. Aliás, Nicholas tinha menos oportunidades nesse sentido do que eu. Por que não aproveitar?
 — Só vim para dar um “oi”, ver como você estava.
— Legal — repliquei. Me sentia tão estranha.
— Ah — ele disse, descontente. — Tudo bem, então.

Talvez ele esperasse uma resposta melhor depois do que dissera no outro dia, mas eu ainda não estava preparada para dizer nada. Nicholas se despediu com um aceno e saiu para falar com outro guarda, que o abraçou como um irmão. Comecei a pensar se o fato de ele ser um guarda lhe dava uma sensação de pertencer a uma família, como a que eu tinha adquirido na Seleção. Logo em seguida, Miley e Elise me encontraram e me arrastaram para a pista de dança. Enquanto eu balançava o corpo — com cuidado para não acertar ninguém —, avistei Nicholas no canto da pista, conversando com minha mãe e Maddie. Minha mãe passou a mão na manga da camisa dele, para ajeitá-la, talvez, e Maddie estava radiante. Podia imaginar as duas dizendo a ele como estava bonito de uniforme, como sua mãe ficaria orgulhosa se o visse. Ele devolveu o sorriso, e dava para notar que também estava muito contente com os elogios.
Nicholas e eu éramos duas raridades: uma Cinco e um Seis arrancados de suas vidas monótonas e colocados no palácio. A Seleção transformava tanto a minha vida que eu me esquecia de apreciar esses momentos. Dancei num círculo com algumas das outras meninas e com outros guardas, até que a música parou e o DJ começou a falar:

 — Senhoritas da Seleção, cavalheiros da guarda, amigos e parentes da família real: por favor, deem as boas-vindas ao rei Paul, à rainha Denise e ao príncipe Joseph Schreave!

A banda explodiu em notas musicais, e todos reverenciamos e inclinamos a cabeça para a passagem da família real. Aparentemente, o rei estava vestido de rei, só que de outro país. Não captei a diferença. O vestido da rainha era de um azul tão escuro que parecia preto, e ainda estava enfeitado com brilhantes de alto a baixo. Parecia o céu de noite. E Joseph, beirando o ridículo, estava de pirata. Sua calça estava cheia de rasgões, e ele usava uma camisa folgada com um colete por cima e uma bandana na cabeça. Para impressionar mais ainda, ele tinha ficado um ou dois dias sem se barbear, de modo que uma sombra de pelos castanhos em forma de sorriso cobria a metade de baixo de seu rosto.
O DJ nos pediu para abrir espaço na pista para o rei e a rainha terem sua primeira dança. Joseph se afastou e permaneceu ao lado de Selena e Natalie, sussurrando coisas para ambas, que riam. Por fim, notei que ele estava como que inspecionando o salão. Não sei se procurava por mim, mas não queria ser pega olhando para ele. Ajeitei a saia do vestido e voltei os olhos para os pais de Joseph. O rei e a rainha pareciam bem felizes. Pensei sobre a Seleção, sobre a loucura de tudo aquilo, mas não podia contestar seus resultados: o rei Paul e a rainha Denise pareciam feitos um para o outro. Ele parecia enérgico, e ela compensava isso com sua natureza calma. Ela era uma ouvinte silenciosa, ao passo que ele sempre parecia ter algo a dizer. Embora tudo aquilo merecesse ser considerado arcaico e errado, funcionava. Será que, durante a Seleção deles, tinha existido algum momento em que eles se distanciaram, como eu sentia Joseph se distanciar de mim? Por que ele não tinha feito sequer uma tentativa de me ver em meio aos encontros com todas as outras?
Talvez seja esse o motivo de ele ter falado com meu pai: explicar por que ele precisava me mandar embora. Joseph era uma pessoa educada; certamente faria uma coisa assim. Corri os olhos pela multidão, à procura de Nicholas. No meio desse gesto, vi que meu pai tinha acabado de chegar; estava de braços dados com a minha mãe, no outro lado do salão. Maddie estava ao pé de Miley, que a abraçava por trás, como uma irmã; os vestidos brancos de ambas brilhavam ainda mais com a luz. Não me surpreendia o fato de as duas se darem tão bem em menos de um dia. Respirei fundo. Onde estaria Aspen? Olhei para trás — era minha última tentativa — e lá estava ele, bem atrás de mim, sempre à minha espera. Quando nossos olhos se encontraram, ele piscou para mim, e esse gesto levantou meu astral. Assim que o rei e a rainha terminaram, todos fomos à pista de dança. Os guardas passavam de lá para cá e logo arrumavam um par. Joseph permanecia em pé, no canto, com Selena e Natalie. Fiquei na esperança de que ele me tirasse para dançar. Eu é que não queria chamá-lo.
Controlei os nervos, ajeitei o vestido e andei em direção a Joseph. Decidi ao menos lhe dar a chance do convite. Abri caminho pela pista de dança com a intenção de entrar na conversa dos três. Já estava perto o bastante para dizer algo quando Joseph olhou para Natalie.

— Quer dançar? — ele perguntou.

Ela riu e inclinou a cabeça para o lado como se sua resposta fosse a coisa mais óbvia do mundo. Já eu, passei reto por eles, com os olhos cravados na mesa de chocolates, como se ela fosse meu destino desde o começo. Fiquei de costas para todos enquanto comia aqueles doces maravilhosos, com a esperança de que ninguém reparasse em minhas bochechas vermelhas. Depois de umas seis músicas, o soldado Woodwork surgiu. Como Nicholas, ele escolhera usar seu uniforme.

— Senhorita Demetria — disse ele, inclinando a cabeça —, posso ter a honra desta dança?

Sua voz era alegre e terna. Me senti contaminada por seu entusiasmo e não pensei duas vezes antes de pegar em sua mão.

— Com certeza, senhor — respondi. — Devo preveni-lo, porém, de que não sou muito boa.
 — Não tem problema. Iremos devagar.

Seu sorriso era tão convidativo que eu nem me preocupei com a minha péssima aptidão para dança. Me deixei levar alegremente para a pista. A música era animada, assim como a personalidade dele. Ele falou o tempo todo e foi difícil acompanhar seu ritmo.

— Você parece completamente recuperada da nossa trombada do outro dia — brincou Woodwork.
— Foi uma pena você não ter me machucado — repliquei. — Se estivesse de muletas, pelo menos não precisaria dançar.

Ele riu.

— Fico feliz em ver que de fato você é engraçada, como todos dizem. Falam também que você é a favorita do príncipe — disse, como se a opinião do príncipe fosse de conhecimento comum.
— Não estou sabendo disso.

Parte de mim ficava com muito ódio quando as pessoas falavam isso. Outra parte ansiava para que ainda fosse verdade. Olhei por cima do ombro do soldado Woodwork e vi Nicholas e Blanda dançando. Senti um nó no estômago.

 — Parece que você se dá bem com quase todo mundo. Alguém me disse até que durante o último ataque você levou suas criadas consigo para o abrigo da família real. É verdade?

Ele parecia maravilhado. Para mim, tinha sido completamente normal naquele dia proteger as garotas que eu adorava, mas todo mundo considerava meu ato como ousado ou estranho.

— Eu não podia deixá-las para trás — expliquei. Ele balançou a cabeça, espantado.
— Você é uma verdadeira dama.
— Obrigada — respondi, corando.

Fiquei esbaforida depois da música e fui sentar em uma das muitas mesas espalhadas pelo salão. Me servi do ponche de laranja e comecei a me abanar com um guardanapo enquanto observava as pessoas dançarem na pista. Vi Joseph com Elise. Pareciam felizes em meio aos rodopios. Ele já tinha dançado duas vezes com Elise e nada de vir atrás de mim. Levei tempo para descobrir onde Nicholas estava no salão; havia vários homens de uniforme. Por fim, o encontrei em um canto, conversando com Blanda. Ela piscava para ele com um sorriso charmoso nos lábios. Quem ela pensava que era?
Me levantei para mandá-la parar, mas tomei consciência do que esse gesto acarretaria para Nicholas e para mim, antes de dar o primeiro passo. Me sentei novamente e voltei a bebericar meu ponche. Quando a música acabou, andei rapidamente na direção de Nicholas. Queria ficar próxima o bastante para que ele pudesse me tirar para dançar. Foi o que ele fez. E foi bom, porque acho que eu não teria conseguido segurar meu gênio.

 — Mas que diabos foi aquilo? — perguntei em voz baixa, mas claramente indignada.
— Aquilo o quê?
— Blanda esfregando as mãos pelo seu corpo!
— Alguém está com ciúmes — cantou ele em meu ouvido.
— Ah, sem essa! Ela não pode agir assim. É contra as regras!

Olhei ao redor para me certificar de que ninguém, principalmente meus pais, notaria o tom íntimo da nossa conversa. Vi minha mãe sentada, conversando com a mãe de Natalie. Meu pai tinha sumido.

— Isso vindo de você? — disse Nicholas em tom de gozação, jogando a cabeça para trás.
— Se não estamos juntos, você não pode me proibir de falar com ninguém.

Fiz uma careta de raiva.

— Você sabe que não é assim.
— Como é, então? — ele sussurrou. — Quando penso em você, nunca sei se devo insistir ou deixar pra lá— depois balançou a cabeça. — Não quero desistir, mas se posso ter esperanças, me diga.

Dava para notar o esforço que fazia para manter o rosto tão calmo, para esconder a tristeza na voz. Aquilo também me machucava. Pensar em pôr fim em tudo era como uma facada no peito. Respirei fundo e confessei.

— Ele tem me evitado. Diz oi e tal, mas tem dado muita atenção às outras meninas ultimamente. Acho que cheguei a pensar que ele gostava de mim de verdade.

Nicholas parou de dançar por uns instantes, chocado com minhas palavras. Se recuperou logo e passou a contemplar meu rosto.

— Não tinha percebido que era esse o problema — disse, calmamente. — Você sabe que quero ficar com você, só que não quero ver você magoada.
— Obrigada — agradeci, encolhendo os ombros. — Me sinto a mais idiota.

Nicholas me puxou para si, mantendo ainda uma distância respeitosa ente nós, embora eu soubesse não ser esse o seu desejo.

 — Acredite em mim, Demi: qualquer homem que deixe passar a chance de ficar com você é o idiota de verdade.
— Você tentou deixar passar essa chance — lembrei a ele.
— É por isso que sei — afirmou, com um sorriso.

Fiquei feliz de podermos fazer piada sobre o assunto. Olhei por cima do ombro de Nicholas e vi Joseph dançando com Kriss. De novo. Por acaso, ele não me chamaria nem para uma dança? Nicholas falou no meu ouvido.

— Você sabe o que essa festa me lembra?
— O quê?
— O aniversário de dezesseis anos de Fern Tally.

Olhei para ele como se fosse louco. Me lembrava da festa de dezesseis anos de Fern. Fern era uma Seis, e às vezes ajudava minha família quando a mãe de Nicholas estava ocupada demais para nos atender. Seu aniversário de dezesseis anos foi uns sete meses depois de Nicholas e eu termos começado a namorar. Nós dois fomos convidados, mas não foi bem uma festa. Um bolo e água, o rádio ligado porque ela não tinha discos, sob a luz fraca do porão inacabado. O diferencial foi essa ter sido a primeira festa em que estive, a não ser pelas festas de família: a garotada do bairro sozinha naquele lugar. E como foi empolgante. Mas não dava para compará-la ao esplendor do que acontecia ao nosso redor no grande salão.

— Como esta festa pode ser parecida com aquela? — perguntei, cética.

Nicholas engoliu em seco e falou:

— Nós dançamos. Lembra? Fiquei tão orgulhoso de ter você em meus braços na frente de outras pessoas. Mesmo parecendo que você estava tendo uma convulsão — ele concluiu, piscando para mim.

Aquelas palavras agitaram meu coração. Eu me lembrava daquele dia. Vivi aquela festa na minha cabeça por semanas. E, de repente, milhares de segredos que Nicholas e eu tínhamos construído e guardado entre nós inundaram minha mente: os nomes escolhidos para nossos filhos imaginários; nossa casa na árvore; o lugar atrás do pescoço onde ele sentia cócegas; os bilhetes escritos e escondidos; minhas tentativas fracassadas de fazer sabão caseiro; as partidas de jogo da velha que jogávamos num tabuleiro invisível em sua barriga e usando o dedo para marcar as jogadas... As partidas em que esquecíamos nossas jogadas invisíveis... Os jogos que ele sempre me deixava ganhar.

— Me diga que vai esperar por mim. Se você esperar por mim, Demi, posso aguentar qualquer coisa — sussurrou ele.

A música seguinte foi uma canção tradicional, e um soldado que estava próximo me chamou para dançar. Eu estava arrasada. Deixei tanto Nicholas quanto eu própria sem respostas. A noite continuou, e mais de uma vez me peguei caçando Nicholas com o olhar. Embora eu tentasse parecer natural, apostaria que qualquer pessoa atenta teria notado, em especial meu pai, se estivesse no salão. Mas ele parecia mais interessado em passear pelo palácio em vez de dançar. Tentei me distrair com a festa e provavelmente dancei com todos os garotos do salão, exceto Joseph. Me sentei para descansar meus pés exaustos, e foi nesse momento que ouvi uma voz ao meu lado.

— Senhorita?

Me virei, e Joseph continuou:

— Posso ter a honra desta dança?

O sentimento, aquela coisa impossível de definir, percorreu meu corpo. Por mais rejeitada que me sentisse, por mais vergonha que tivesse passado, quando ele me ofereceu aqueles instantes com ele, tive de aceitá-los.

— Claro.

Ele tomou minha mão e me conduziu à pista. A banda começou a tocar uma música lenta. Senti uma pontada de felicidade. Ele não parecia irritado ou incomodado. Pelo contrário, Joseph me puxou para tão perto de si que pude sentir seu perfume e sua barba rala contra minha bochecha.

— Fiquei imaginando se conseguiria ao menos uma dança com você — comentei, tentando soar brincalhona.

Joseph deu um jeito de me puxar ainda mais para si.

— Eu estava guardando este momento. Passei um tempo com todas as outras garotas para acabar logo com minhas obrigações. Agora, posso desfrutar do resto da noite com você.

Corei, como sempre acontecia quando ele me dizia coisas assim. Às vezes, suas palavras eram como poemas de um verso só. Não me lembro de tê-lo ouvido falar assim comigo ao longo da semana anterior. Meu coração acelerou.

 — Você está perfeita, Demetria. Linda demais para estar nos braços de um pirata desleixado.

Achei graça e comentei:

— Mas que fantasia você usaria para combinarmos? De árvore?
— No mínimo, de algum tipo de arbusto.
— Pagaria para ver você vestido de arbusto! — falei, entre risos.
— Ano que vem — ele prometeu.

Olhei para ele. Ano que vem?

— Você gostaria? Gostaria de outra festa de Halloween no próximo mês de outubro? — perguntou Joseph.
— E eu estarei aqui no próximo mês de outubro?

Joseph parou de dançar.

— Por que não estaria?

Encolhi os ombros.

— Você me evitou a semana toda. Saiu com outras meninas. E... vi você e meu pai conversando. Pensei que talvez você estivesse lhe contando que teria de dar um pé na filha dele.

Engoli em seco. Não ia chorar ali.

— Demetria.
— Entendi. Alguém tem que sair. Eu sou uma Cinco, Miley é a favorita do povo...
— Demetria, chega — ele protestou com a voz serena. — Eu sou um idiota. Não fazia ideia de que você veria as coisas assim. Pensei que você estava segura na sua condição.

Havia algo aí que ainda não fazia sentido para mim. Joseph respirou fundo.

— Você quer saber a verdade? Eu estava tentando dar uma chance para as meninas competirem. Desde o começo, só olhava para você, só queria você.

Ao ouvir essas palavras, corei mais uma vez. Joseph prosseguiu:

— Quando você me revelou seus sentimentos, fiquei tão aliviado que parte de mim não acreditou. Ainda me esforço para aceitar que aquilo foi real. Você ficaria surpresa se soubesse como é raro eu conseguir algo que eu queira de verdade.

Os olhos de Joseph escondiam alguma coisa, uma tristeza que ele não estava preparado para expressar. Ele afastou aqueles pensamentos e continuou sua explicação:

— Tinha medo de estar errado, de você mudar de ideia a qualquer minuto. Procurei uma alternativa adequada, mas a verdade é... — Joseph me olhou firmemente nos olhos — que só existe você. Talvez eu não esteja procurando de verdade, talvez elas não sirvam para mim. Não importa. Só sei que quero você. E isso me assusta. Esperava que você fosse voltar atrás, implorar para sair.

Levei uns momentos para recuperar o fôlego. De repente, todo aquele tempo afastada dele me pareceu diferente. Compreendia essa sensação: de que era bom demais para ser verdade, bom demais para confiar. Me sentia assim todos os dias em que estava com ele.

— Joseph, isso não vai acontecer — sussurrei, com a boca próxima ao pescoço dele. — No máximo, você vai perceber que não sou boa o suficiente.

Os lábios dele chegaram ao meu ouvido.

— Você é perfeita.

Puxei-o contra meu peito, e ele fez o mesmo. Ficamos mais próximos do que nunca. No fundo da minha mente, uma voz me dizia que estávamos em um salão lotado, que ali, em algum lugar, estava minha mãe, provavelmente desmaiando com a cena. Mas nada importava. Naquele momento, parecíamos ser as únicas duas pessoas no mundo.
Afastei um pouco o rosto para ver Joseph, e percebi que para isso teria que limpar as lágrimas dos olhos. Só que eu gostava daquelas lágrimas. Joseph explicou tudo.

— Quero que as coisas aconteçam no tempo certo. Logo que eu anunciar a dispensada de amanhã, para a alegria do povo e de meu pai. Não quero apressá-la, de forma alguma. Quero que você veja a suíte da princesa, que fica bem ao lado da minha — ele disse, em voz baixa. Fiquei um pouco zonza só de pensar que ficaria tão perto dele o tempo todo. — Você deveria começar escolhendo o que vai querer dentro dela. Quero que você se sinta completamente à vontade. Você também terá que escolher mais algumas criadas, e decidir se vai querer sua família no palácio ou em uma casa aqui perto. Vou ajudá-la em tudo.

Uma batida fraca do meu coração me sussurrava: “E Nicholas?”. Só que eu estava tão entregue a Joseph que mal a escutei.

 — Em breve, quando eu encerrar a Seleção, quando pedir sua mão em casamento, quero que isso seja tão fácil quanto respirar para você. Prometo fazer tudo que estiver ao meu alcance para que as coisas sejam assim. O que você precisar, o que você quiser: basta dizer, e farei tudo que puder para ajudá-la.

Fiquei chocada. Joseph me entendia tão bem. Sabia como eu estava nervosa com aquele compromisso, como me amedrontava a perspectiva de ser princesa. Ele estava disposto a me dar até o último segundo que podia e, até lá, me encher de todos os presentes possíveis. Tive outra vez a sensação de que era impossível crer que aquilo estava acontecendo.

— Isso não é justo, Joseph — eu murmurei. — O que eu seria capaz de dar em troca?

Ele abriu um sorriso.

— Tudo o que quero é que você prometa ficar comigo, ser minha. Às vezes, você não parece real. Me prometa que vai ficar.
— Claro que prometo.

Depois disso, apoiei a cabeça sobre seu ombro e dançamos agarrados uma música atrás da outra. Houve um momento em que meu olhar e o de Maddie se cruzaram; ela parecia prestes a morrer de felicidade por nos ver juntos. Minha mãe e meu pai também nos viram, sendo que meu pai sacudia a cabeça como se dissesse “e você achando que ia ser mandada embora”. E então algo me veio à cabeça.

— Joseph? — chamei, levantando os olhos para ele.
— Sim, querida?

Ser chamada daquele jeito me fazia sorrir.

— Por que você estava conversando com meu pai?

Joseph achou graça na pergunta.

— Ele sabe das minhas intenções. E saiba que ele as aprova de coração, desde que você seja feliz. Foi essa a única condição dele. Assegurei a ele que faria tudo o que estivesse ao meu alcance para vê-la feliz, e disse que você já parecia feliz de estar aqui.
— E estou.

Senti o peito de Joseph inflar.

— Então ele e eu já temos o que precisamos.

A mão de Joseph deslizou para o fim das minhas costas, me incentivando a não me afastar dele. Seu toque me revelava tantas coisas. Eu sabia que aquilo era real, que estava acontecendo, que eu podia acreditar. Eu sabia que abriria mão das amizades feitas no palácio se necessário, embora tivesse certeza de que Miley não se importaria nem um pouco com a derrota. E sabia que teria que extinguir a chama que mantinha acesa para Nicholas em meu coração. Seria um processo lento, e eu teria de contar para Joseph. Ainda assim, eu a apagaria. Porque então eu era dele. Eu sabia. Nunca estive tão certa.
Pela primeira vez, eu via. Via o corredor, os convidados se levantando, e Joseph de pé, na outra ponta. Graças àquele toque, tudo fazia sentido. A festa avançou pela madrugada, até Joseph arrastar nós seis para a sacada na frente do palácio para que pudéssemos ter a melhor visão dos fogos de artifício. Blanda tropeçava pelos degraus de mármore, enquanto Natalie tinha arranjado um chapéu de algum guarda infeliz. O champanhe rolava solto, e Joseph comemorava antecipadamente nosso noivado com uma garrafa apenas para ele. Assim que os fogos iluminaram o céu, Joseph ergueu sua garrafa.

— Um brinde! — exclamou.

Nós erguemos as taças e esperamos ansiosas. Notei que a taça de Elise estava manchada com o batom preto que ela tinha usado. Até mesmo Miley levantava sua taça, discretamente, bebericando em vez de dar goles grandes.

— A todas vocês, belas senhoritas. E à minha futura esposa! — Joseph puxou.

As garotas vibraram; cada uma pensou que o brinde era para si. Só que eu sabia a verdade. Quando todas baixaram as taças, vi Joseph — meu quase noivo — me dando uma piscadela antes de beber mais um gole de champanhe. O brilho e a emoção ao longo da noite inteira eram estonteantes. Era como se uma fogueira de felicidade me engolisse por completo.
Não podia imaginar nada forte o bastante para roubar aquela felicidade.