Pessoal, por motivos pessoais não poderei estar postando por enquanto.
Se tudo der certo terça-feira eu posto o capitulo 6
E eu peço para que orem muito, mas muito mesmo pela minha mãe
Espero que entendam e que façam o que eu pedi
10/10/2013
04/10/2013
Capitulo 5 ( ou O Capitulo que os Nemi Lovers choram)
Na semana seguinte, inúmeros funcionários do governo invadiram nossa casa para me preparar para a Seleção. Havia uma mulher intragável que parecia pensar que metade do meu formulário era mentira. Depois chegou um dos próprios guardas do palácio , para repassar as medidas de segurança com os soldados locais e inspecionar a minha casa. Aparentemente eu tinha que me preocupar com possíveis ataques rebeldes ainda que estivesse em casa. Ótimo.
Recebemos duas ligações de uma mulher chamada Silvia, que tinha uma voz alegre e formal ao mesmo tempo, querendo saber se precisávamos de algo. Minha visita favorita foi a de um homem esbelto, de cavanhaque, que queria tirar as medidas para as minhas roupas novas. Eu não sabia direito se ia gostar de usar roupas pomposas como as da rainha o tempo todo, mas estava ansiosa pela mudança.
O último visitante chegou na quarta-feiras à tarde, dois dias antes de eu partir. Sua função era repassar todas as regras oficiais comigo. Ele era de uma magreza impressionante; tinha um cabelo preto e seboso e suava o tempo todo.
__________________________________________________________________________________________________
- Demetria, querida é para você - cantarolou minha mãe
Eu tinha escutado a campainha, mas não estava com presa de atender. Não aguentava outra pessoa pedindo autógrafo.
Atravessei o corredor e fui em direção à porta. Lá estava Nicholas, com um punhado de flores do campo na mão.
- Oi, Demetria - sua voz era grave, quase profissional.
- Oi, Nicholas - a minha era fraca
- Essa flores são de Kamber e Celia. Elas queriam desejar boa sorte.
Ele se aproxima e entrega as flores. Das irmãs, não dele
- Mas é gentileza demais! - exclamou a minha mãe. Eu tinha quase me esquecido que ela estava na sala.
- Nicholas, que bom que você veio - tentei soar o mais distante possível - Fiz uma bagunça enquanto arrumava as malas. Você pode me ajudar com a limpeza?
Como minha mãe estava lá, ele tinha que aceitar. Pela regra, os Seis não recusavam trabalho. O mesmo valia para nós.
Ele expirou e assentiu com a cabeça
Nicholas me seguiu de longe até o quarto. Pensei em quantas vezes isso pareceu ser tudo o que queria: Nicholas entrando pela porta de casa e indo até o meu quarto. Será que as circunstancias poderiam ser piores?
Abri a porta do quarto e fiquei no corredor. Nicholas soltou uma gargalhada.
- Foi o cachorro que fez suas malas?
- Cale a boca! Tive um probleminha para encontrar o que procurava
Apesar de tudo, sorri
Nicholas começou a trabalhar, ajeitando os objetos e dobrando as roupas. Eu o ajudava, claro.
- Você não vai levar nenhuma dessas roupas? - ele sussurrou
- Não. A partir de amanhã, eles é que vão me vestir
- Nossa
- Suas irmãs ficaram decepcionadas?
- Não, nem um pouco - ele disse balançando a cabeça em desdém - Assim que viram sua foto, a casa inteira explodiu de alegria. Elas sempre adoraram você. Especialmente a minha mãe.
- Adoro sua mãe. Ela sempre foi ótima comigo
Passamos alguns minutos em silêncio, enquanto meu quarto voltava ao normal.
- Você... - ele começo - estava muito bonita na foto
Doía ouvi-lo dizer que eu estava bonita. Não era justo. Não depois de tudo que ele tinha feito
- Era para você - sussurrei
- Quê?
- É que...eu pensei que você ia me pedir em casamento logo..
Minha voz estava embargada. Nicholas ficou quieto alguns instantes, escolhendo as palavras.
- Eu estava pensando nisso, mas já não importa
- Importa, sim. Por que você não fez o pedido?
Ele coçava o pescoço enquanto decidia o que dizer
- Estava esperando.
- Esperando o quê?
O que valia tanto a pena esperar?
- O recrutamento. Eu só... quis te poupar disso - Nicholas sussurrou
- Entendo
Ele se endireitou e tentou mudar de assunto.
- Então, o que você vai levar?
- Uma muda de roupas para vestir quando eles me mandarem embora. Fotos e discos...Disseram que não vou precisar dos instrumentos. Tudo o que eu quisesse já estaria lá. Então só vou levar aquela malinha
O quarto estava em ordem agora, e por algum motivo minha mala parecia enorme. As flores que Nicholas me deu parecia muito vivas na minha escrivania, ao lado de meus pertences sem graçq. Ou talvez tudo estivesse um pouco sem cor...agora que estava acabado
- Não é muito - ele comentou
- Nunca precisei de muito para ser feliz. Pensei que você soubesse disso
Ele fechou os olhos
- Chega, Demetria. eu fiz a coisa certa.
- A coisa certa? Nicholas, você me fez acreditar que a gente ia conseguir. Você me fez te amar. E depois me convenceu a entrar nessa droga de concurso!
Nicholas respirou fundo algumas vezes
- Mas se ele escolher você...vai ser bom. Você merece ser feliz
Era o bastante para. Dei um tapa na cara dele
- Seu idiota - sussurrei com força - Odeio o príncipe! Eu amava você! Eu queria você! Tudo o que eu sempre quis foi você!
Os olhos dele marejaram, mas eu não me importava. Nicholas já tinha me magoado muito. Agora era a minha vez
- Preciso ir - ele disse se dirigindo à porta
- Espera. Eu ainda não paguei
- Demetria, você não precisa me pagar - ele disse, saindo
- Nicholas Leger, nem ouse se mexer
Minha voz estava ferroz. Ele parou e, finalmente, prestou atenção em mim
- Está praticando para quando ou Um?
Se não fosse por seus olhos, eu pensaria que era uma piada e não um ofensa.
Só balancei a cabeça e fui até a escrivaninha. Peguei todo o meu dinheiro que ganhei sozinho, até o último centavo, e botei na mão dele
- Demetria, eu não vou aceitar
- Vai aceitar, sim! Eu não preciso disso, e você precisa. Se algum dia me amou, pegue esse dinheiro. Será que seu orgulho já não fez demais por nós dois?
Senti que uma parte de Nicholas se rendeu. Ele parou de argumentar
- Certo
-E tem mais
Enfiei o braço atrás da cama e tirei um jarrinho com as moedas. Despejei todas na mão dele. Uma moedinha rebelde que devia ter um pouco de cola ficou grudada no fundo do jarro.
- Use essas moedas. Elas sempre foram suas
Agora eu já não tinha mais nada dele. E assim que ele gastasse aqueles centavos movido pelo desespero, Nicholas não teria mais nada meu. Veio a mágoa. Meus olhos se encheram de água, e respirei fundo para segurar os soluços.
- Sinto muito, Demi. Boa Sorte
Ele meteu as moedas e o dinheiro no bolso e saiu correndo.
Não pensei que fosse chorar daquela maneira. Esperava soluços enormes e estridentes, não lágrimas pequenas e lentas.
Ia botar o jarro em uma prateleira, mas notei a moedinha de novo. Enfiei o dedo no jarro e consegui soltá-la. Ela balançou sozinha no vidro. Era um som seco, que ecoava em meu peito. Sabia, para o bem e para o mal, que não estava livre de Nicholas. Não ainda. Talvez nunca estivesse. Abri a mala, pus o jarro dentro e fechei.
Maddie se esgueirou pelo quarto. Tomei um daqueles calmantes idiotas e dormi abraçada a ela, finalmente anestesiada.
Recebemos duas ligações de uma mulher chamada Silvia, que tinha uma voz alegre e formal ao mesmo tempo, querendo saber se precisávamos de algo. Minha visita favorita foi a de um homem esbelto, de cavanhaque, que queria tirar as medidas para as minhas roupas novas. Eu não sabia direito se ia gostar de usar roupas pomposas como as da rainha o tempo todo, mas estava ansiosa pela mudança.
O último visitante chegou na quarta-feiras à tarde, dois dias antes de eu partir. Sua função era repassar todas as regras oficiais comigo. Ele era de uma magreza impressionante; tinha um cabelo preto e seboso e suava o tempo todo.
__________________________________________________________________________________________________
- Demetria, querida é para você - cantarolou minha mãe
Eu tinha escutado a campainha, mas não estava com presa de atender. Não aguentava outra pessoa pedindo autógrafo.
Atravessei o corredor e fui em direção à porta. Lá estava Nicholas, com um punhado de flores do campo na mão.
- Oi, Demetria - sua voz era grave, quase profissional.
- Oi, Nicholas - a minha era fraca
- Essa flores são de Kamber e Celia. Elas queriam desejar boa sorte.
Ele se aproxima e entrega as flores. Das irmãs, não dele
- Mas é gentileza demais! - exclamou a minha mãe. Eu tinha quase me esquecido que ela estava na sala.
- Nicholas, que bom que você veio - tentei soar o mais distante possível - Fiz uma bagunça enquanto arrumava as malas. Você pode me ajudar com a limpeza?
Como minha mãe estava lá, ele tinha que aceitar. Pela regra, os Seis não recusavam trabalho. O mesmo valia para nós.
Ele expirou e assentiu com a cabeça
Nicholas me seguiu de longe até o quarto. Pensei em quantas vezes isso pareceu ser tudo o que queria: Nicholas entrando pela porta de casa e indo até o meu quarto. Será que as circunstancias poderiam ser piores?
Abri a porta do quarto e fiquei no corredor. Nicholas soltou uma gargalhada.
- Foi o cachorro que fez suas malas?
- Cale a boca! Tive um probleminha para encontrar o que procurava
Apesar de tudo, sorri
Nicholas começou a trabalhar, ajeitando os objetos e dobrando as roupas. Eu o ajudava, claro.
- Você não vai levar nenhuma dessas roupas? - ele sussurrou
- Não. A partir de amanhã, eles é que vão me vestir
- Nossa
- Suas irmãs ficaram decepcionadas?
- Não, nem um pouco - ele disse balançando a cabeça em desdém - Assim que viram sua foto, a casa inteira explodiu de alegria. Elas sempre adoraram você. Especialmente a minha mãe.
- Adoro sua mãe. Ela sempre foi ótima comigo
Passamos alguns minutos em silêncio, enquanto meu quarto voltava ao normal.
- Você... - ele começo - estava muito bonita na foto
Doía ouvi-lo dizer que eu estava bonita. Não era justo. Não depois de tudo que ele tinha feito
- Era para você - sussurrei
- Quê?
- É que...eu pensei que você ia me pedir em casamento logo..
Minha voz estava embargada. Nicholas ficou quieto alguns instantes, escolhendo as palavras.
- Eu estava pensando nisso, mas já não importa
- Importa, sim. Por que você não fez o pedido?
Ele coçava o pescoço enquanto decidia o que dizer
- Estava esperando.
- Esperando o quê?
O que valia tanto a pena esperar?
- O recrutamento. Eu só... quis te poupar disso - Nicholas sussurrou
- Entendo
Ele se endireitou e tentou mudar de assunto.
- Então, o que você vai levar?
- Uma muda de roupas para vestir quando eles me mandarem embora. Fotos e discos...Disseram que não vou precisar dos instrumentos. Tudo o que eu quisesse já estaria lá. Então só vou levar aquela malinha
O quarto estava em ordem agora, e por algum motivo minha mala parecia enorme. As flores que Nicholas me deu parecia muito vivas na minha escrivania, ao lado de meus pertences sem graçq. Ou talvez tudo estivesse um pouco sem cor...agora que estava acabado
- Não é muito - ele comentou
- Nunca precisei de muito para ser feliz. Pensei que você soubesse disso
Ele fechou os olhos
- Chega, Demetria. eu fiz a coisa certa.
- A coisa certa? Nicholas, você me fez acreditar que a gente ia conseguir. Você me fez te amar. E depois me convenceu a entrar nessa droga de concurso!
Nicholas respirou fundo algumas vezes
- Mas se ele escolher você...vai ser bom. Você merece ser feliz
Era o bastante para. Dei um tapa na cara dele
- Seu idiota - sussurrei com força - Odeio o príncipe! Eu amava você! Eu queria você! Tudo o que eu sempre quis foi você!
Os olhos dele marejaram, mas eu não me importava. Nicholas já tinha me magoado muito. Agora era a minha vez
- Preciso ir - ele disse se dirigindo à porta
- Espera. Eu ainda não paguei
- Demetria, você não precisa me pagar - ele disse, saindo
- Nicholas Leger, nem ouse se mexer
Minha voz estava ferroz. Ele parou e, finalmente, prestou atenção em mim
- Está praticando para quando ou Um?
Se não fosse por seus olhos, eu pensaria que era uma piada e não um ofensa.
Só balancei a cabeça e fui até a escrivaninha. Peguei todo o meu dinheiro que ganhei sozinho, até o último centavo, e botei na mão dele
- Demetria, eu não vou aceitar
- Vai aceitar, sim! Eu não preciso disso, e você precisa. Se algum dia me amou, pegue esse dinheiro. Será que seu orgulho já não fez demais por nós dois?
Senti que uma parte de Nicholas se rendeu. Ele parou de argumentar
- Certo
-E tem mais
Enfiei o braço atrás da cama e tirei um jarrinho com as moedas. Despejei todas na mão dele. Uma moedinha rebelde que devia ter um pouco de cola ficou grudada no fundo do jarro.
- Use essas moedas. Elas sempre foram suas
Agora eu já não tinha mais nada dele. E assim que ele gastasse aqueles centavos movido pelo desespero, Nicholas não teria mais nada meu. Veio a mágoa. Meus olhos se encheram de água, e respirei fundo para segurar os soluços.
- Sinto muito, Demi. Boa Sorte
Ele meteu as moedas e o dinheiro no bolso e saiu correndo.
Não pensei que fosse chorar daquela maneira. Esperava soluços enormes e estridentes, não lágrimas pequenas e lentas.
Ia botar o jarro em uma prateleira, mas notei a moedinha de novo. Enfiei o dedo no jarro e consegui soltá-la. Ela balançou sozinha no vidro. Era um som seco, que ecoava em meu peito. Sabia, para o bem e para o mal, que não estava livre de Nicholas. Não ainda. Talvez nunca estivesse. Abri a mala, pus o jarro dentro e fechei.
Maddie se esgueirou pelo quarto. Tomei um daqueles calmantes idiotas e dormi abraçada a ela, finalmente anestesiada.
28/09/2013
Capitulo 4 (Atrasado, Minusculo e Horrível como sempre!)
Falta pouquíssimo tempo para o Jornal de Illéa começar e a minha família estava pronta na frente da televisão. Minha mãe havia feito pipoca, como se fossemos ver um filme.
Finalmente o relógio deu oito horas. O brasão de Illéa surgiu na tela, acompanhado da versão instrumental do hino. Eu estava mesmo ansiosa? Tinha me preparado para o fim daquela história.
O rei apareceu e falou brevemente sobre a guerra. As outras mensagens também foram curtas. Talvez A Seleção fosse empolgante para eles também.
Finalmente o mestre de cerimônia entrou e apresentou Gavril, que foi na direção da família real.
- Boa Noite Majestade - Ele disse ao rei
- Gavril, é sempre um prazer vê-lo
O Rei parecia realmente animado
- Ansioso por causa do anúncio, Majestade?
- Ah, sim. Ontem estive no salão onde o sorteio foi realizado e vi algumas das escolhidas. São todas adoráveis
- Então vossa majestade já sabe quem são? - perguntou Gavril
- Algumas, somente algumas
- Por acaso ele compartilhou essa informações com Vossa Alteza? - Gavril se dirigiu a Joseph
- Não, de jeito nenhum. Vou conhecê-las ao mesmo tempo que as pessoas em casa - o Príncipe respondeu. Dava para notar que ele tentava esconder o nervosismo
Percebi o suor na palma das minhas mãos
- Majestade - Gavril se dirigiu a Rainha - algum conselho para as Selecionadas?
Ela deu um sorriso um sorriso sereno. Não sei como eram as outras garotas que competiram com a rainha, mas duvidava que alguma delas fosse mais graciosa ou adorável do que ela.
- Aproveitem a última noite como uma garota normal. Amanhã, independentemente do que virá, a vida de vocês mudará para sempre. E um conselho velho mais valioso: sejam vocês mesmas.
- Sábias palavras, minha rainha, sábias palavras. E agora vamos revelar as trinta e cinco jovens escolhidas para a Seleção. Senhoras e senhores, uniam-se às minhas felicitações para as seguinte filhas de Iléa!
O brasão nacional voltou á tela. O rosto de Joseph aparecia em um quadradinho no canto superior direito. a ideia era mostrar sua reação diante das fotos que iam surgindo no monitor. Acreditava-se que ele já demonstrava alguma opinião sobre elas, como nós também faríamos em casa.
Gavril tinha uma série de fichas na mão, e estava pronto para ler o nome das garotas que, segundo a rainha, estavam para ter sua vida mudada para sempre. a Seleção começava naquele exato momento
- Senhorita Elayna Stoles, de Hansport, Três
A foto de uma menina delicada com pele de porcelana apareceu. Parecia uma dama. Joseph parecia animado
- Senhorita Tuesday Keeper, de Waverly, Quatro
Veio a foto de uma garota sardenta. Ela parecia mais velha, mais madura. Joseph cochichou algo com o rei
- Senhorita Fiona Castley, de Paloma, Três
Era uma morena de olhos flamejantes. Talvez tivesse a minha idade, mais parecia mais... vivida.
Virei para a minha mãe no sofá
- Ela não parece nem um pouco...
- Senhorita Demetria Singer, de Carolina, Cinco
Voltei os olhos para a TV, no susto. Lá estava minha foto, tirada logo depois de eu ter descoberto que Nicholas estava juntando dinheiro para se casar comigo. Eu parecia radiante, esperançosa, linda. Dava para notar que eu estava apaixonada. E algum imbecil achou que era pelo príncipe Joseph.
Minha mãe gritou na minha orelha. Maddie deu um pulo, espalhando pipoca para todo lado. Frankie também se empolgou e começou a dançar. Meu pai... é difícil dizer, mas acho que ele escondia um sorriso atrás do livro.
Perdi a expressão do rosto de Joseph.
O telefone tocou
E não parou mais de tocar por dias.
Finalmente o relógio deu oito horas. O brasão de Illéa surgiu na tela, acompanhado da versão instrumental do hino. Eu estava mesmo ansiosa? Tinha me preparado para o fim daquela história.
O rei apareceu e falou brevemente sobre a guerra. As outras mensagens também foram curtas. Talvez A Seleção fosse empolgante para eles também.
Finalmente o mestre de cerimônia entrou e apresentou Gavril, que foi na direção da família real.
- Boa Noite Majestade - Ele disse ao rei
- Gavril, é sempre um prazer vê-lo
O Rei parecia realmente animado
- Ansioso por causa do anúncio, Majestade?
- Ah, sim. Ontem estive no salão onde o sorteio foi realizado e vi algumas das escolhidas. São todas adoráveis
- Então vossa majestade já sabe quem são? - perguntou Gavril
- Algumas, somente algumas
- Por acaso ele compartilhou essa informações com Vossa Alteza? - Gavril se dirigiu a Joseph
- Não, de jeito nenhum. Vou conhecê-las ao mesmo tempo que as pessoas em casa - o Príncipe respondeu. Dava para notar que ele tentava esconder o nervosismo
Percebi o suor na palma das minhas mãos
- Majestade - Gavril se dirigiu a Rainha - algum conselho para as Selecionadas?
Ela deu um sorriso um sorriso sereno. Não sei como eram as outras garotas que competiram com a rainha, mas duvidava que alguma delas fosse mais graciosa ou adorável do que ela.
- Aproveitem a última noite como uma garota normal. Amanhã, independentemente do que virá, a vida de vocês mudará para sempre. E um conselho velho mais valioso: sejam vocês mesmas.
- Sábias palavras, minha rainha, sábias palavras. E agora vamos revelar as trinta e cinco jovens escolhidas para a Seleção. Senhoras e senhores, uniam-se às minhas felicitações para as seguinte filhas de Iléa!
O brasão nacional voltou á tela. O rosto de Joseph aparecia em um quadradinho no canto superior direito. a ideia era mostrar sua reação diante das fotos que iam surgindo no monitor. Acreditava-se que ele já demonstrava alguma opinião sobre elas, como nós também faríamos em casa.
Gavril tinha uma série de fichas na mão, e estava pronto para ler o nome das garotas que, segundo a rainha, estavam para ter sua vida mudada para sempre. a Seleção começava naquele exato momento
- Senhorita Elayna Stoles, de Hansport, Três
A foto de uma menina delicada com pele de porcelana apareceu. Parecia uma dama. Joseph parecia animado
- Senhorita Tuesday Keeper, de Waverly, Quatro
Veio a foto de uma garota sardenta. Ela parecia mais velha, mais madura. Joseph cochichou algo com o rei
- Senhorita Fiona Castley, de Paloma, Três
Era uma morena de olhos flamejantes. Talvez tivesse a minha idade, mais parecia mais... vivida.
Virei para a minha mãe no sofá
- Ela não parece nem um pouco...
- Senhorita Demetria Singer, de Carolina, Cinco
Voltei os olhos para a TV, no susto. Lá estava minha foto, tirada logo depois de eu ter descoberto que Nicholas estava juntando dinheiro para se casar comigo. Eu parecia radiante, esperançosa, linda. Dava para notar que eu estava apaixonada. E algum imbecil achou que era pelo príncipe Joseph.
Minha mãe gritou na minha orelha. Maddie deu um pulo, espalhando pipoca para todo lado. Frankie também se empolgou e começou a dançar. Meu pai... é difícil dizer, mas acho que ele escondia um sorriso atrás do livro.
Perdi a expressão do rosto de Joseph.
O telefone tocou
E não parou mais de tocar por dias.
Eu sei que o capítulo está pequeno e eu também sei que ele está horrível mas foi o melhor que eu consegui fazer com o pouco de tempo livre que arrumei.
Prometo tentar postar amanhã o Capitulo Cinco. Não sei se vou conseguir pois passarei o dia fora.
A semana de provas foi dura mas finalmente acabou e eu vou dedicar todo o meu tempo livre em escrever a fanfic e... namorar
Bem, é isso!
Até amanhã!
GabsMunizPontoFeliz
15/09/2013
Sem capitulo essa semana, infelizmente
É isso pessoal. Eu estou em semana de provas e essa semana não vai dar pra postar.
Sem contar que eu estou chateada já que eu recebi apenas um comentário nos últimos capitulos
Não estão gostando da fic?
Sem contar que eu estou chateada já que eu recebi apenas um comentário nos últimos capitulos
Não estão gostando da fic?
07/09/2013
Capitulo 3
Minha mãe e eu andamos até o departamento local. Às vezes, a gente pegava um ônibus para ir a lugares muito distantes ou para trabalhar. Era chato chegar na casa de um Dois todo suado. Eles já nos olhavam de um jeito estranho sem isso. Mas o dia estava bonito, e a caminhada não era tão longa.
Obviamente, não éramos as únicas que queriam entregar a inscrição o mais rápido possível. Quando chegamos lá, a rua em frente ao Departamento da Carolina já estava lotada de mulheres.
Na fila, havia um monte de meninas do meu bairro , esperando para entrar. Cada uma delas tinha mais três ao seu lado. Todas as garotas da província iam se inscrever e eu não sabia se ficava assustada ou aliviada.
- Diana - Eu e a minha mãe viramos a cabeça a procura de quem chamou minha mãe
Vimos as duas irmãs de Nicholas e a mãe dele caminhando até nós. A mãe dele sorriu para mim e eu sorri de volta. Eu a adorava. Eu quase nunca falava com ela mas sempre que conversávamos ela era simpática comigo, e eu tenho certeza que não era porque ela era uma casta inferior a da minha família.
- Oi Lena. E como vocês estão meninas? - cumprimentou minha mãe
- Bem! - Elas responderam em coro
- Vocês estão lindas como sempre - eu disse enquanto jogava um dos cachos de Celia para trás
- Queríamos ficar bonitas para a foto - afirmou Kamber
- Foto? - perguntei
- Sim - disse a Sra. Leger - Eu estava limpando a casa de um juiz ontem.Parece que o sorteio não é bem um sorteio. É por isso que eles tiram fotos e pegam um monte de informações. Qual a importância de saber quantas línguas você fala se tudo é aleatório?
Achei estranho mesmo. Pensava que toda a informação ia ser usada depois do sorteio
- Parece que a noticia vazou. Olhe para os lados: está cheio de garotas produzidas
Passei os olhos pela fila. A Sra. Leger tinha razão. E a diferença entre quem sabia e não sabia era bem clara. Minha aparência era razoável, mas eu não tinha me produzido como as outras garotas. De repente, comecei a tremer de ansiedade.
Mas por quê? Parei e refleti sobre a situação.
Eu não queria aqui. Então não estar bonita era bom. Eu ficaria pelo menos um ponto abaixo das irmãs de Nicholas. Elas eram tão naturalmente belas e aquele pouquinho de maquiagem as deixavam ainda mais adoráveis. Se Kamber ou Celia ganhasse, toda a família subiria na escala. E a minha com certeza não ia se opor se eu me cassasse com alguém da Um, mesmo que não fosse o príncipe. Minha ignorância era na verdade uma dádiva.
- Acho que você tem razão - minha mãe disse- Aquela menina está arrumada para uma festa de Natal - completou rindo mas eu sabia que a minha mãe odiava estar em desvantagem
- Não sei por que algumas garotas exageram tanto. Olhe para Demetria. Ela está linda. fico contente por você não ter ido nessa linha - disse a Sra. Leger
- Eu não tenho nada de especial. Quem me escolheria perto de Celia ou Kamber?
Pisquei para as duas, que sorriram. Minha mãe também deu um sorriso, mas forçado. Ela devia estar dividida entre ficar na fila ou me obrigar a correr para casa e trocar de roupa
- Não seja boba! Toda vez que Nicholas volta para casa depois de ter ajudado o irmão ele diz que a familia Singer passou duas vezes na fila do talento e da beleza
-Verdade? Que gentil - murmurou minha mãe
- É mesmo. Eu não podia querer um filho melhor. Ele é muito companheiro e trabalha duro
- Vai fazer uma moça muito feliz algum diz- comentou minha mãe, sem dar muita atenção à conversa. Ela ainda estava analisando a concorrência
A Sra. Leger olhou ao redor.
- Cá entre nós, acho que ele já tem alguém em mente.
Gelei. Não sabia se fazia algum comentário ou não. Tinha medo de dar uma resposta que me entregasse
- Como ela é? - minha mãe quis saber. Embora estivesse planejando meu casamento com um completo estranho, tinha tempo para fofoca.
- Não sei direito. Ele não me apresentou ninguém. Só acho que ele está de olho em alguém porque ele parece mais feliz ultimamente - ela respondeu, radiante.
Ultimamente?, pensei. Faz quase dois anos que Nicholas e eu nos encontramos. Por que só ultimamente?
- Ele fica assoviando - fora a contribuição de Celia para o assunto
- É, e também cata - concordou Kamber
- Canta? - perguntei espantada
- Pois é -confirmaram as duas em coro
- Então ele está mesmo com alguém! - palpitou minha mãe - Quem será?
- ai você me pegou. Mas deve ser uma moça ótima. Ele tem trabalhado muito, mais até do que o normal, e guardado dinheiro. Acho que está economizando para o casamento.
Não consegui segurar um gritinho de empolgação .Para minha sorte, todos acharam que era só por causa das noticias.
- Nada me deixa mais feliz - prosseguiu a Sra. Leger - mesmo que ele ainda não esteja pronto para contar quem ela é. Nicholas está sorrindo; dá pra notar a alegria dele. As coisas ficaram tão dificeis para nós desde que perdemos Herrick, e ele assumiu muitas responsabilidades. Qualquer garota que o faça feliz já é uma filha para mim
- É uma moça de sorte! Nicholas é um garoto maravilhoso - observou minha mãe.
Eu não podia acreditar. A família estava sempre tentando fazer o dinheiro durar até o final do mês e Nicholas guardava uma parte por minha causa! Não sabia se dava uma bronca ou um beijo nele. Eu... não tinha palavras.
Ele ia mesmo me pedir em casamento!
Fiquei na fila, cheguei ao guichê, assinei os papéis confirmando que as informações eram verdadeiras e tirei a foto. Antes de encarar o fotografo, sentei na cadeira e balancei os cabelos uma ou duas vezes para que ficassem com vida.
Acho que nenhuma outra garota de Illéa estava mais sorridente do que eu.
Obviamente, não éramos as únicas que queriam entregar a inscrição o mais rápido possível. Quando chegamos lá, a rua em frente ao Departamento da Carolina já estava lotada de mulheres.
Na fila, havia um monte de meninas do meu bairro , esperando para entrar. Cada uma delas tinha mais três ao seu lado. Todas as garotas da província iam se inscrever e eu não sabia se ficava assustada ou aliviada.
- Diana - Eu e a minha mãe viramos a cabeça a procura de quem chamou minha mãe
Vimos as duas irmãs de Nicholas e a mãe dele caminhando até nós. A mãe dele sorriu para mim e eu sorri de volta. Eu a adorava. Eu quase nunca falava com ela mas sempre que conversávamos ela era simpática comigo, e eu tenho certeza que não era porque ela era uma casta inferior a da minha família.
- Oi Lena. E como vocês estão meninas? - cumprimentou minha mãe
- Bem! - Elas responderam em coro
- Vocês estão lindas como sempre - eu disse enquanto jogava um dos cachos de Celia para trás
- Queríamos ficar bonitas para a foto - afirmou Kamber
- Foto? - perguntei
- Sim - disse a Sra. Leger - Eu estava limpando a casa de um juiz ontem.Parece que o sorteio não é bem um sorteio. É por isso que eles tiram fotos e pegam um monte de informações. Qual a importância de saber quantas línguas você fala se tudo é aleatório?
Achei estranho mesmo. Pensava que toda a informação ia ser usada depois do sorteio
- Parece que a noticia vazou. Olhe para os lados: está cheio de garotas produzidas
Passei os olhos pela fila. A Sra. Leger tinha razão. E a diferença entre quem sabia e não sabia era bem clara. Minha aparência era razoável, mas eu não tinha me produzido como as outras garotas. De repente, comecei a tremer de ansiedade.
Mas por quê? Parei e refleti sobre a situação.
Eu não queria aqui. Então não estar bonita era bom. Eu ficaria pelo menos um ponto abaixo das irmãs de Nicholas. Elas eram tão naturalmente belas e aquele pouquinho de maquiagem as deixavam ainda mais adoráveis. Se Kamber ou Celia ganhasse, toda a família subiria na escala. E a minha com certeza não ia se opor se eu me cassasse com alguém da Um, mesmo que não fosse o príncipe. Minha ignorância era na verdade uma dádiva.
- Acho que você tem razão - minha mãe disse- Aquela menina está arrumada para uma festa de Natal - completou rindo mas eu sabia que a minha mãe odiava estar em desvantagem
- Não sei por que algumas garotas exageram tanto. Olhe para Demetria. Ela está linda. fico contente por você não ter ido nessa linha - disse a Sra. Leger
- Eu não tenho nada de especial. Quem me escolheria perto de Celia ou Kamber?
Pisquei para as duas, que sorriram. Minha mãe também deu um sorriso, mas forçado. Ela devia estar dividida entre ficar na fila ou me obrigar a correr para casa e trocar de roupa
- Não seja boba! Toda vez que Nicholas volta para casa depois de ter ajudado o irmão ele diz que a familia Singer passou duas vezes na fila do talento e da beleza
-Verdade? Que gentil - murmurou minha mãe
- É mesmo. Eu não podia querer um filho melhor. Ele é muito companheiro e trabalha duro
- Vai fazer uma moça muito feliz algum diz- comentou minha mãe, sem dar muita atenção à conversa. Ela ainda estava analisando a concorrência
A Sra. Leger olhou ao redor.
- Cá entre nós, acho que ele já tem alguém em mente.
Gelei. Não sabia se fazia algum comentário ou não. Tinha medo de dar uma resposta que me entregasse
- Como ela é? - minha mãe quis saber. Embora estivesse planejando meu casamento com um completo estranho, tinha tempo para fofoca.
- Não sei direito. Ele não me apresentou ninguém. Só acho que ele está de olho em alguém porque ele parece mais feliz ultimamente - ela respondeu, radiante.
Ultimamente?, pensei. Faz quase dois anos que Nicholas e eu nos encontramos. Por que só ultimamente?
- Ele fica assoviando - fora a contribuição de Celia para o assunto
- É, e também cata - concordou Kamber
- Canta? - perguntei espantada
- Pois é -confirmaram as duas em coro
- Então ele está mesmo com alguém! - palpitou minha mãe - Quem será?
- ai você me pegou. Mas deve ser uma moça ótima. Ele tem trabalhado muito, mais até do que o normal, e guardado dinheiro. Acho que está economizando para o casamento.
Não consegui segurar um gritinho de empolgação .Para minha sorte, todos acharam que era só por causa das noticias.
- Nada me deixa mais feliz - prosseguiu a Sra. Leger - mesmo que ele ainda não esteja pronto para contar quem ela é. Nicholas está sorrindo; dá pra notar a alegria dele. As coisas ficaram tão dificeis para nós desde que perdemos Herrick, e ele assumiu muitas responsabilidades. Qualquer garota que o faça feliz já é uma filha para mim
- É uma moça de sorte! Nicholas é um garoto maravilhoso - observou minha mãe.
Eu não podia acreditar. A família estava sempre tentando fazer o dinheiro durar até o final do mês e Nicholas guardava uma parte por minha causa! Não sabia se dava uma bronca ou um beijo nele. Eu... não tinha palavras.
Ele ia mesmo me pedir em casamento!
Fiquei na fila, cheguei ao guichê, assinei os papéis confirmando que as informações eram verdadeiras e tirei a foto. Antes de encarar o fotografo, sentei na cadeira e balancei os cabelos uma ou duas vezes para que ficassem com vida.
Acho que nenhuma outra garota de Illéa estava mais sorridente do que eu.
27/08/2013
Desculpas
Pamonhas da minha vida, sei que deveria ter postado tem algum tempo mas é aquela velha história. Eu tô sem tempo nenhum e, ainda para variar, eu tô doente. Prometo tentar postar até sexta, pode ser?
E eu vou deixar um pedaço do conto "O Príncipe" escrito pela Kiera Cass para vocês terem uma noção de como Joe irá se sentir quando conhecer a Demi
E eu vou deixar um pedaço do conto "O Príncipe" escrito pela Kiera Cass para vocês terem uma noção de como Joe irá se sentir quando conhecer a Demi
Vejo vocês em breve
18/08/2013
Capitulo 2
Demetria rolava pela cama lendo pela milionésima vez o formulário. Nicholas havia feito sua cabeça e ela havia decido ao menos tentar participar da Seleção.
Sua mãe havia ficado insana com a notícia e passou o dia inteiro cantarolando. Alias sua família inteira havia aprovado sua decisão mas parte dela ainda não queria entrar.
- Bem, se eu vou arruinar minha vida acho melhor colocar algumas condições para participar dessa guerra de garotas mimadas por um príncipe e coroa - Ela pensou e preencheu a lacuna do nome - Talvez escolher meus patrões seja um bom começo - Colocou no campo província Carolina do Norte - O que mais posso exigir? - Ela pensou
Então ela tentou entender porque Nicholas havia insistido nisso tanto. Ele tinha duas irmãs que tinha sido convidadas e torcia mais para que ela fosse selecionada do que uma das irmãs. Será que ele já não a amava mais?
Demetria foi retirada de seus pensamentos pela entrada de Frankie no quarto. Ele trazia sua blusa suja de tinta e na mão o pincel
- Demi - Ele disse num tom melancólico - Não consigo encontrar nas artes, algo que eu gosto
- Como assim? - Demi perguntou
- Eu não canto, não toco, não pinto e nem faço esculturas.
- E do que você gosta? - Demi perguntou sorrindo
- Ciência e Futebol! - Ele disse animada
- Isso é legal Frankie mas não dá dinheiro e isso é o que precisamos agora - Demi disse
- Quem sabe se você entrar na Seleção isso não muda? - Frankie beijou a bochecha da irmã e saiu do quarto
Demetria ficou olhando a porta durante um bom tempo. Ela sabia que não estava se submetendo a entrar na Seleção porque Nicholas havia pedido. Ela estava entrando por sua família.
Na hora do jantar, sua mãe e Maddie não conseguiam parar de falar sobre a competição. Frankie encarava o prato e seu pai comia em silencio. Demetria olhou para o irmão caçula e incentivou ele a comer, mas Frankie deu um sorriso e voltou a olhar para o prato.
- Eu tenho algumas condições para fazer isso - Demetria disse pela primeira vez
- Como assim condições? - A mãe dela perguntou perplexa
- Simples, condições - Demetria respondeu
- E quais são? - seu pai falou pela primeira vez
- Eu quero escolher meu próprios patrões. Quero ser independente.
- Isso você pode ter - Sua mãe disse
- E eu irei administrar o dinheiro que eu ganhar
- Isso já é demais - Sua mãe disse - Você sabe que todo dinheiro que ganhamos é para nos manter
- Eu sei Mãe e eu não vou deixar de ajudar em casa - Demetria disse - e a ultima condição é que Frankie possa fazer o que ele quiser
Nesse momento todos ficam calados
- Frankie não tem nenhuma aptidão para Artes como a gente, sem contar que ele só tem sete anos e nós estamos forçando ele a ser um artista - Demetria falou
- Podemos repensar isso - Seu pai disse e Frankie sorriu atacando a comida.
- Eu vou terminar de preencher o formulário hoje
- Amanhã cedo você já pode levar no Departamento de Serviços Provinciais - Maddie disse mais extasiada do nunca
- Claro - Sua mãe havia concordado - O que você acha Demetria?
- Uma ótima ideia - Demetria disse bebendo um gole do seu chá gelado - Pode ser depois do almoço?
- Está ótimo - Sua mãe concordou e Demetria voltou a fazer sua refeição.
Assim que terminou de limpar a cozinha, Demetria voltou para o seu quarto com o formulário para terminar de preencher. quando terminou, ela leu ele pela última vez e se lamentou por estar fazendo aquilo mas por fim, o guardou na penteadeira.
Como sempre, esperou dar meia-noite e saiu ao encontro de Nicholas no lugar deles. Assim que ela chegou, ele já estava lá.
- Boa noite Demi - ele disse sorrindo
- Você sabia que a cada noite isso tá ficando mais perigoso? - Ela sorriu e beijou ele
- Sim, isso está mas logo isso irá mudar
- Eu sei
Eles se beijaram de uma forma feroz. Demetria não queria entrar para a Seleção porque não queria disputar o coração de um príncipe quando já tinha o coração de Nicholas, só que Nicholas era um Seis e sua mãe nunca aceitaria que ela se cassasse com um Seis
- Eu terminei de preencher o formulário - ela contou se separando do beijo - Vou tentar
- Sabia que você era sensata Demi - ele sorriu
- Só tô fazendo isso porque você me pediu. Se fosse por outra pessoa eu jamais faria! - ela sorriu - O que eu não faço por você?
- Eu que deveria estar fazendo de tudo por você - Nicholas disse
- Você é tudo pra mim - Demetria disse - Eu Te Amo
- Eu também te amo mas é que você se arrisca tanto e eu nunca faço nada por você (n/a dor de cotovelo)
- Você sai depois do toque de recolher todas as noites só para me ver
- Isso não é nada comprado ao que você faz para mim
- Eu não ligo para isso Nicholas
- Mas eu ligo!
Eles ficaram em silencio por longos cinco minutos
- Canta para mim? - Nicholas pediu
Demetria se aninhou ao lado do amado e começou a cantar para ele. Ela cantou três canções para ele e então ele deu uma moeda para ela.
Como estava ficando tarde, eles se despediram e Demetria voltou para o seu quarto. Ela pegou um pote com várias moedas em baixo da cama e depositou aquela que havia acabado de ganhar e então ficou observando Nicholas ir embora, e quando ele sumiu de vista, ela deitou e ficando sonhando com o futuro deles até que caiu no sono
Sua mãe havia ficado insana com a notícia e passou o dia inteiro cantarolando. Alias sua família inteira havia aprovado sua decisão mas parte dela ainda não queria entrar.
- Bem, se eu vou arruinar minha vida acho melhor colocar algumas condições para participar dessa guerra de garotas mimadas por um príncipe e coroa - Ela pensou e preencheu a lacuna do nome - Talvez escolher meus patrões seja um bom começo - Colocou no campo província Carolina do Norte - O que mais posso exigir? - Ela pensou
Então ela tentou entender porque Nicholas havia insistido nisso tanto. Ele tinha duas irmãs que tinha sido convidadas e torcia mais para que ela fosse selecionada do que uma das irmãs. Será que ele já não a amava mais?
Demetria foi retirada de seus pensamentos pela entrada de Frankie no quarto. Ele trazia sua blusa suja de tinta e na mão o pincel
- Demi - Ele disse num tom melancólico - Não consigo encontrar nas artes, algo que eu gosto
- Como assim? - Demi perguntou
- Eu não canto, não toco, não pinto e nem faço esculturas.
- E do que você gosta? - Demi perguntou sorrindo
- Ciência e Futebol! - Ele disse animada
- Isso é legal Frankie mas não dá dinheiro e isso é o que precisamos agora - Demi disse
- Quem sabe se você entrar na Seleção isso não muda? - Frankie beijou a bochecha da irmã e saiu do quarto
Demetria ficou olhando a porta durante um bom tempo. Ela sabia que não estava se submetendo a entrar na Seleção porque Nicholas havia pedido. Ela estava entrando por sua família.
Na hora do jantar, sua mãe e Maddie não conseguiam parar de falar sobre a competição. Frankie encarava o prato e seu pai comia em silencio. Demetria olhou para o irmão caçula e incentivou ele a comer, mas Frankie deu um sorriso e voltou a olhar para o prato.
- Eu tenho algumas condições para fazer isso - Demetria disse pela primeira vez
- Como assim condições? - A mãe dela perguntou perplexa
- Simples, condições - Demetria respondeu
- E quais são? - seu pai falou pela primeira vez
- Eu quero escolher meu próprios patrões. Quero ser independente.
- Isso você pode ter - Sua mãe disse
- E eu irei administrar o dinheiro que eu ganhar
- Isso já é demais - Sua mãe disse - Você sabe que todo dinheiro que ganhamos é para nos manter
- Eu sei Mãe e eu não vou deixar de ajudar em casa - Demetria disse - e a ultima condição é que Frankie possa fazer o que ele quiser
Nesse momento todos ficam calados
- Frankie não tem nenhuma aptidão para Artes como a gente, sem contar que ele só tem sete anos e nós estamos forçando ele a ser um artista - Demetria falou
- Podemos repensar isso - Seu pai disse e Frankie sorriu atacando a comida.
- Eu vou terminar de preencher o formulário hoje
- Amanhã cedo você já pode levar no Departamento de Serviços Provinciais - Maddie disse mais extasiada do nunca
- Claro - Sua mãe havia concordado - O que você acha Demetria?
- Uma ótima ideia - Demetria disse bebendo um gole do seu chá gelado - Pode ser depois do almoço?
- Está ótimo - Sua mãe concordou e Demetria voltou a fazer sua refeição.
Assim que terminou de limpar a cozinha, Demetria voltou para o seu quarto com o formulário para terminar de preencher. quando terminou, ela leu ele pela última vez e se lamentou por estar fazendo aquilo mas por fim, o guardou na penteadeira.
Como sempre, esperou dar meia-noite e saiu ao encontro de Nicholas no lugar deles. Assim que ela chegou, ele já estava lá.
- Boa noite Demi - ele disse sorrindo
- Você sabia que a cada noite isso tá ficando mais perigoso? - Ela sorriu e beijou ele
- Sim, isso está mas logo isso irá mudar
- Eu sei
Eles se beijaram de uma forma feroz. Demetria não queria entrar para a Seleção porque não queria disputar o coração de um príncipe quando já tinha o coração de Nicholas, só que Nicholas era um Seis e sua mãe nunca aceitaria que ela se cassasse com um Seis
- Eu terminei de preencher o formulário - ela contou se separando do beijo - Vou tentar
- Sabia que você era sensata Demi - ele sorriu
- Só tô fazendo isso porque você me pediu. Se fosse por outra pessoa eu jamais faria! - ela sorriu - O que eu não faço por você?
- Eu que deveria estar fazendo de tudo por você - Nicholas disse
- Você é tudo pra mim - Demetria disse - Eu Te Amo
- Eu também te amo mas é que você se arrisca tanto e eu nunca faço nada por você (n/a dor de cotovelo)
- Você sai depois do toque de recolher todas as noites só para me ver
- Isso não é nada comprado ao que você faz para mim
- Eu não ligo para isso Nicholas
- Mas eu ligo!
Eles ficaram em silencio por longos cinco minutos
- Canta para mim? - Nicholas pediu
Demetria se aninhou ao lado do amado e começou a cantar para ele. Ela cantou três canções para ele e então ele deu uma moeda para ela.
Como estava ficando tarde, eles se despediram e Demetria voltou para o seu quarto. Ela pegou um pote com várias moedas em baixo da cama e depositou aquela que havia acabado de ganhar e então ficou observando Nicholas ir embora, e quando ele sumiu de vista, ela deitou e ficando sonhando com o futuro deles até que caiu no sono
Hey pessoas que eu amo, voltei!
Capitulo tá uma M**** eu sei. Prometo que o próximo será muito melhor.
Mar de Monstros é perfeito. eu quase infartei vendo o filme com as minhas amigas e ainda eu fui paquerada por um gato que trabalha no Burger King ( Isso é uma coisa típica de gorda).
E pra finalizar, vou dizer que A Seleção será minha ultima fanfic que será postada nesse blog e com os casais Jemi, Nelena e Kiley. Depois que terminar, irei focar em novas fanfics com os meus próprios personagens
Bem, é isso!
Até mais ô/
16/08/2013
Prévia do Capitulo (Super Atrasado) 2 + Lay novo!
Demetria rolava pela cama lendo pela milionésima vez o formulário. Nicholas havia feito sua cabeça e ela havia decido ao menos tentar participar da Seleção.
Sua mãe havia ficado insana com a notícia e passou o dia inteiro cantarolando. Alias sua família inteira havia aprovado sua decisão mas parte dela ainda não queria entrar.
- Bem, se eu vou arruinar minha vida acho melhor colocar algumas condições para participar dessa guerra de garotas mimadas por um príncipe e coroa - Ela pensou e preencheu a lacuna do nome - Talvez escolher meus patrões seja um bom começo - Colocou no campo província Carolina do Norte - O que mais posso exigir? - Ela pensou
Então ela tentou entender porque Nicholas havia insistido nisso tanto. Ele tinha duas irmãs que tinha sido convidadas e torcia mais para que ela fosse selecionada do que uma das irmãs. Será que ele já não a amava mais?
Demetria foi retirada de seus pensamentos pela entrada de Frankie no quarto. Ele trazia sua blusa suja de tinta e na mão o pincel
- Demi - Ele disse num tom melancólico - Não consigo encontrar nas artes, algo que eu gosto
- Como assim? - Demi perguntou
- Eu não canto, não toco, não pinto e nem faço esculturas.
- E do que você gosta? - Demi perguntou sorrindo
- Ciência e Futebol! - Ele disse animada
- Isso é legal Frankie mas não dá dinheiro e isso é o que precisamos agora - Demi disse
- Quem sabe se você entrar na Seleção isso não muda? - Frankie beijou a bochecha da irmã e saiu do quarto
Demetria ficou olhando a porta durante um bom tempo. Ela sabia que não estava se submetendo a entrar na Seleção porque Nicholas havia pedido. Ela estava entrando por sua família
Hey!
Vocês viram?
Troquei o lay!
E então vocês gostaram?
Capítulo novo no Domingo porque amanhã eu vou ir ver Percy Jackson: Mar de Monstros com as minhas amigas *-*
Beijo
Sua mãe havia ficado insana com a notícia e passou o dia inteiro cantarolando. Alias sua família inteira havia aprovado sua decisão mas parte dela ainda não queria entrar.
- Bem, se eu vou arruinar minha vida acho melhor colocar algumas condições para participar dessa guerra de garotas mimadas por um príncipe e coroa - Ela pensou e preencheu a lacuna do nome - Talvez escolher meus patrões seja um bom começo - Colocou no campo província Carolina do Norte - O que mais posso exigir? - Ela pensou
Então ela tentou entender porque Nicholas havia insistido nisso tanto. Ele tinha duas irmãs que tinha sido convidadas e torcia mais para que ela fosse selecionada do que uma das irmãs. Será que ele já não a amava mais?
Demetria foi retirada de seus pensamentos pela entrada de Frankie no quarto. Ele trazia sua blusa suja de tinta e na mão o pincel
- Demi - Ele disse num tom melancólico - Não consigo encontrar nas artes, algo que eu gosto
- Como assim? - Demi perguntou
- Eu não canto, não toco, não pinto e nem faço esculturas.
- E do que você gosta? - Demi perguntou sorrindo
- Ciência e Futebol! - Ele disse animada
- Isso é legal Frankie mas não dá dinheiro e isso é o que precisamos agora - Demi disse
- Quem sabe se você entrar na Seleção isso não muda? - Frankie beijou a bochecha da irmã e saiu do quarto
Demetria ficou olhando a porta durante um bom tempo. Ela sabia que não estava se submetendo a entrar na Seleção porque Nicholas havia pedido. Ela estava entrando por sua família
Hey!
Vocês viram?
Troquei o lay!
E então vocês gostaram?
Capítulo novo no Domingo porque amanhã eu vou ir ver Percy Jackson: Mar de Monstros com as minhas amigas *-*
Beijo
11/08/2013
Feliz Dia dos Pais!
Eu só estou passando para desejar um Feliz Dia dos Pais aos pais de vocês, meus queridos e minhas queridas. Abracem, beijem, demonstrem todo o amor de vocês por eles e fale obrigado, por mim, por eles terem criados vocês, pessoas que me fazem tão feliz.
Capitulo? Eu sei, deveria ter postado ontem mas vocês sabem, é aquele negócio de reunião de pais amanhã que me impede. Prometo tentar postar antes da quarta
Beijo Honey
Capitulo? Eu sei, deveria ter postado ontem mas vocês sabem, é aquele negócio de reunião de pais amanhã que me impede. Prometo tentar postar antes da quarta
Beijo Honey
03/08/2013
Capitulo 1
Minha mãe entrou em êxtase quando pegamos a carta no correio. Ela já havia decido que todos os problemas da nossa família estariam resolvidos para sempre mas eu era um empecilho no seu plano brilhante. Eu não me considerava uma filha muito desobediente porém eu não era uma filha tão obediente.
Não quero fazer parte da realeza. Não queria ser uma Um. Não queria nem tentar.
Passei o máximo de tempo possível no meu quarto na esperança de fugir do falatório da casa cheia. Tentei achar mil argumentos para fazer minha mãe mudar de opinião mas até o momento só havia encontrado um monte de opiniões sinceras que não convencia nem a eu mesma...Não acho que ela irá me ouvir.
Eu não conseguiria fugir por tanto tempo da minha mãe. Era quase a hora do jantar e eu, a filha mais velha que morava com os pais, tinha que ajudar a minha mãe na cozinha. Me levantei lentamente da cama e caminhei até a “feira”.
Minha mãe me recebeu com um olhar mortal, mas não disse nada.
Nós duas nos movíamos pela cozinha e pela sala de jantar sem dizer uma palavra enquanto preparávamos frango, macarrão e torta de maçã, e colocávamos a mesa para cinco pessoas. Basta eu desviar os olhos do que estava fazendo para ela me corrigir com um olhar furioso, como se fosse me deixar constrangida o suficiente para desejar o mesmo do que ela. Ela usava essa tática as vezes como quando eu queria mudar de emprego porque achava que a família que nos empregava era muito grossa ou quando ela queria que eu fizesse uma faxina mais pesada porque não tínhamos dinheiro para pagar alguém do Seis para ajudar.
Algumas vezes dava certo. Outras não. E esse era um ponto aonde ninguém podia mudar minha cabeça.
Minha mãe não podia fazer nada quando eu insistia em algo. Puxei esse aspecto dela de modo que ela nunca poderia ficar surpresa, só que o problema não era somente comigo: algo a incomodava. O verão chegava ao fim e logo os meses frios chegariam.
Minha mãe colocou a jarra de chá gelado de pêssego na mesa com raiva. Fiquei com agua na boca só de imaginar o sabor do chá mas eu tinha que esperar: seria um desperdício tomar meu copo agora e depois ter que beber água no jantar.
- Mas você vai morrer caso apenas preencha o formulário? – Ela disse sem aguentar depois de tanto tempo calada – A Seleção pode ser uma oportunidade maravilhosa para você, para nós!
Bufei imaginando como seria torturante preencher aquele formulário e como entrega-lo me levaria a morte súbita.
Não era segredo que os rebeldes - as colônias subterrâneas que odiavam Illéa, nosso enorme e jovem país - investiam em ataques cada vez mais violentos e assustadores. Tinha vezes que eu achava desnecessário e amedrontador os ataques mas tinha vezes que eu achava que eles faziam certo mas, além das ameaças, eu sentia que só pensar na Seleção já fazia meu coração doer. Não consegui esconder meu sorriso enquanto pensava em todas as razões para permanecer exatamente aonde estava.
- Os últimos anos têm sido muito difíceis para seu pai - minha mãe estrilou - Se você tiver um pouco de compaixão, vai pensar nele.
Meu pai. Sim. Eu queria ajuda-lo. E Maddie e Frankie. E até a minha mãe. Eu não tinha como não sorrir diante da forma em que ela expos a situação. Eu me perguntava se eles
viam a Seleção como a solução de todos os nossos problemas, se é que dinheiro poderia solucionar todos.
Não que a nossa situação fosse tão precária a ponto de estarmos mendigando ou algo do gênero. Não éramos miseráveis mas acho que não estávamos tão distantes disso.
Nossa casta era a terceira antes do fundo do poço. Éramos artistas e os artistas e músicos clássicos estavam só três graus acima da sujeira. Literalmente. Nosso dinheiro era curto, vivíamos na corda bamba e nossa renda dependia muito da mudança da estação.
Me lembro de ter visto num antigo livro de história que todas as datas comemorativas eram no inverno. Halloween, Ação de Graças, Natal e Ano-Novo. Um atrás do outro.
O Natal ainda era no mesmo dia, já que não dá pra mudar o aniversário de um divindade mas quando Illéa firmou o grande acordo de paz com a China, o Ano-Novo passou para janeiro ou fevereiro, dependendo da lua. Todas as comemorações de Ações de Graças e Festa da Independência foram reunidas na Festa da Gratidão. E eu não sabia o que era o Halloween. Simplesmente desapareceu. Assim pelo menos três vezes ao ano a família tinha emprego em tempo integral.
Em breve as folhas das arvores mudariam de cor e nosso mundinho ficaria balançado mais uma vez. Cinco bocas e quatro trabalhadores sem emprego garantido até o Natal. Quando eu via as coisas assim, A Seleção parecia uma corda que eu podia me agarrar; Aquela carta idiota talvez me tirasse do fundo do poço, e então eu poderia puxar minha família comigo.
Mas havia coisas - coisas importantes - que eu amava. E aquela folha de papel se erguia como um muro entre mim e o que eu queria. Talvez eu quisesse coisas idiotas ou que não conseguiria alcançar mas, mesmo assim era minhas coisas. Não estava afim de sacrificar meus sonhos, independentemente do quanto minha família fosse importante para mim. Além do mais eu já tinha feito bastante por eles.
Mas coma chegada da carta todos os meus esforços perderam o sentido. Na cabeça da minha mãe, eu já era uma rainha. Se fosse mais esperta, eu teria escondido a carta antes que o meu pai, Maddie e Frankie chegassem mas minha mãe já o tinha escondido na roupa e a sacou no meio de uma refeição.
- "Para a casa da família Singer" - Ela cantarolou.
Tentei pegar o papel da mão dela, só que ela era rápida demais. Mais cedo ou mais tarde, todos acabariam descobrindo mesmo. Só que, se a minha mãe fizesse da maneira dela, todos ficariam ao seu lado.
- Mãe, não - implorei
- Eu quero ouvir! - gritou Maddie, o que não me surpreendeu
Senti minhas bochechas corarem de vergonha. Meu pai ouvia com atenção, enquanto Maddie quase pulava de alegria. O fofo do Frankie continuava comendo. Minha mãe limpou a garganta e prosseguiu.
- "Conferimos no último censo que uma mulher solteira entre dezesseis e vinte anos reside atualmente em sua casa. Gostaríamos de informa-la sobre uma oportunidade próxima de honrar a grande nação de Illéa"
Maddie soltou outro grito e agarrou meu braço
- É você!
- Eu sei, sua macaquinha. Solte senão você vai quebrar meu braço.
Mas ela apertou minha mãe e deu mais uns pulinhos.
- "Nosso amado príncipe, Joseph Schreave" - continuou minha mãe - "atinge a maioridade este mês. Para adentar esta nova fase de sua vida, ele deseja ter uma companheira a seu lado, uma verdadeira filha de Illéa. Se sua filha, irmã ou protegida elegível estiver interessada na possibilidade de tornar-se a noiva do príncipe Joseph e a adorada princesa de Illéa, por favor, preencha o formulário anexo e entregou-o no Departamento de Serviços Provinciais da sua localidade. Uma jovem de cada província será escolhida aleatoriamente para encontrar-se com o príncipe. As participantes serão hospedadas no agradável palácio de Illéa, em Angeles, enquanto durar sua estada. A família de cada participante será Recompensada generosamente" - minha mãe alongava as palavras para criar um efeito dramático - "por seu serviço à família real"
Enquanto ela falava, eu olhava para o teto. Era isso que acontecia com os príncipes. Já as princesas eram negociadas em casamento a fim de fortalecer as recentes relações com outros países. Eu não entendia porque era assim - precisávamos de aliados - , mas não aprovava. Nunca precisei ver uma coisa dessas e esperava não ver nunca. Havia três gerações que não nascia uma princesa na família real. Os príncipes, por sua vez, casavam-se com plebeias para elevar a moral da nação, normalmente instável. Acho que a Seleção servia para unir todos os illeanos e fazê-los recordar que o país nasceu praticamente do nada.
- E é claro que ela adoraria Demetria! Ela é tão linda - derretia-se minha mãe
- Mãe, por favor! quando muito eu fico na média
- Não fica! - disse Maddie - Eu pareço com você e sou linda!
Ela deu um sorriso tão largo que não pude deixar de rir. E o argumento era valido. Maddie era mesmo linda.
- Frankie, o que você acha? Você me acha bonita? - perguntei
Todos os olhos caíram sobre o membro mais jovem da família.
- Não! As garotas são nojentas!
- Frankie, por favor - minha mãe soltou um suspiro irritado mas não muito sincero. Era difícil perder a calma com ele - Demetria, você sabe que é uma menina muito bonita
- Se sou tão atraente, por que os meninos não me convidam para sair?
- Ah, eles vêm convidar, mas eu espanto todos. Minhas filhas são bonitas demais para se casar com alguém da Cinco. - ela disse antes de dar um gole no Chá
- Desde quanto garotos vem aqui? - Eu ouvia minha própria voz ficar cada vez mais aguda. Nunca tinha visto um rapaz chegar perto do portão de casa
- Faz um tempo já - meu pai disse pelo primeira vez aquela noite.
Meu pai e eu éramos próximos. Acho que quando nasci minha mãe já estava um pouco cansada, ele teve que cuidar de mim na maior parte do tempo. Herdei o gênio dela, mas a compaixão dela. Meu pai levantou os olhos por uma fração de segundos, e foi então que entendi. Ele não queria que eu fosse, mas não podia negar os benefícios que teríamos se ficasse no concurso - e mais ainda se eu conseguisse avançar
- Demetria, use a cabeça - disse minha mãe - Somos provavelmente os únicos pais de Illéa que precisam convencer a filha a participar. Pense na oportunidade! Um dia você poderia ser rainha!
- Mãe, mesmo que eu quisesse ser rainha, e não quero com todas as minhas forças, milhares de outras meninas da províncias vão entrar nesse troço. Milhares. E, se por acaso eu fosse sorteada, ainda teria que competir com as outras trinta e quatro, todas certamente mais sedutoras do que eu jamais conseguiria fingir ser.
Frankie apurou os ouvidos:
- O que é uma menina sedutora?
- Nada! - respondemos em coro
- É ridiculo imaginar que eu poderia ganhar - conclui.
Minha mãe afastou a cadeira da mesa, levantou-se e depois se inclinou sobre a mesa em minha direção
- Alguém vai ganhar Demetria. sua chances são as mesmas que as de qualquer outra garota
Então ela atirou o guardanapo na mesa e saiu.
Depois que todos terminaram retirei a mesa lentamente. Resolvi guardar meu prato na geladeira, já que mal havia tocado nele e lavei os outro pratos que haviam somente migalhas. Assim que terminei foi para o meu quarto e coloquei meu pijama. Deitei na cama e fiquei esperando dar meia noite pensando sobre a Seleção. Assim que o relógio indicava o horário, levantei na ponta do pé e corri até a cozinha aonde peguei meu prato, um resto de pão e uma maça. Tentei dar passos lentos de voltar para o meu quarto mais caso fizesse, ficaria ansiosa demais.
Olhei pela janeira e encontrei o quadrinho que era o nosso quintal. Pulei a janela tentando não fazer barulho e tomando cuidado com a comida. Assim que me encontrei com o meu pijama e a comida do lado de fora encarei a casa na arvore que meu pai tinha feito para o meu irmão mais velho. Subi a escada apenas com uma mão até alcançar a casa e assim que entrei percebi que não estava sozinha.
Alguém estava do outro lado, escondido sob a noite. Minha respiração acelerou, não pude evitar. Coloquei a comida de lado e apertei os olhos . A pessoa se mexeu e acendeu um toco de vela. A luz era fraca - ninguém poderia vê-la -, mas bastava. Finalmente o invasor falou, abrindo um sorriso malicioso.
- E ai, linda?
Não quero fazer parte da realeza. Não queria ser uma Um. Não queria nem tentar.
Passei o máximo de tempo possível no meu quarto na esperança de fugir do falatório da casa cheia. Tentei achar mil argumentos para fazer minha mãe mudar de opinião mas até o momento só havia encontrado um monte de opiniões sinceras que não convencia nem a eu mesma...Não acho que ela irá me ouvir.
Eu não conseguiria fugir por tanto tempo da minha mãe. Era quase a hora do jantar e eu, a filha mais velha que morava com os pais, tinha que ajudar a minha mãe na cozinha. Me levantei lentamente da cama e caminhei até a “feira”.
Minha mãe me recebeu com um olhar mortal, mas não disse nada.
Nós duas nos movíamos pela cozinha e pela sala de jantar sem dizer uma palavra enquanto preparávamos frango, macarrão e torta de maçã, e colocávamos a mesa para cinco pessoas. Basta eu desviar os olhos do que estava fazendo para ela me corrigir com um olhar furioso, como se fosse me deixar constrangida o suficiente para desejar o mesmo do que ela. Ela usava essa tática as vezes como quando eu queria mudar de emprego porque achava que a família que nos empregava era muito grossa ou quando ela queria que eu fizesse uma faxina mais pesada porque não tínhamos dinheiro para pagar alguém do Seis para ajudar.
Algumas vezes dava certo. Outras não. E esse era um ponto aonde ninguém podia mudar minha cabeça.
Minha mãe não podia fazer nada quando eu insistia em algo. Puxei esse aspecto dela de modo que ela nunca poderia ficar surpresa, só que o problema não era somente comigo: algo a incomodava. O verão chegava ao fim e logo os meses frios chegariam.
Minha mãe colocou a jarra de chá gelado de pêssego na mesa com raiva. Fiquei com agua na boca só de imaginar o sabor do chá mas eu tinha que esperar: seria um desperdício tomar meu copo agora e depois ter que beber água no jantar.
- Mas você vai morrer caso apenas preencha o formulário? – Ela disse sem aguentar depois de tanto tempo calada – A Seleção pode ser uma oportunidade maravilhosa para você, para nós!
Bufei imaginando como seria torturante preencher aquele formulário e como entrega-lo me levaria a morte súbita.
Não era segredo que os rebeldes - as colônias subterrâneas que odiavam Illéa, nosso enorme e jovem país - investiam em ataques cada vez mais violentos e assustadores. Tinha vezes que eu achava desnecessário e amedrontador os ataques mas tinha vezes que eu achava que eles faziam certo mas, além das ameaças, eu sentia que só pensar na Seleção já fazia meu coração doer. Não consegui esconder meu sorriso enquanto pensava em todas as razões para permanecer exatamente aonde estava.
- Os últimos anos têm sido muito difíceis para seu pai - minha mãe estrilou - Se você tiver um pouco de compaixão, vai pensar nele.
Meu pai. Sim. Eu queria ajuda-lo. E Maddie e Frankie. E até a minha mãe. Eu não tinha como não sorrir diante da forma em que ela expos a situação. Eu me perguntava se eles
viam a Seleção como a solução de todos os nossos problemas, se é que dinheiro poderia solucionar todos.
Não que a nossa situação fosse tão precária a ponto de estarmos mendigando ou algo do gênero. Não éramos miseráveis mas acho que não estávamos tão distantes disso.
Nossa casta era a terceira antes do fundo do poço. Éramos artistas e os artistas e músicos clássicos estavam só três graus acima da sujeira. Literalmente. Nosso dinheiro era curto, vivíamos na corda bamba e nossa renda dependia muito da mudança da estação.
Me lembro de ter visto num antigo livro de história que todas as datas comemorativas eram no inverno. Halloween, Ação de Graças, Natal e Ano-Novo. Um atrás do outro.
O Natal ainda era no mesmo dia, já que não dá pra mudar o aniversário de um divindade mas quando Illéa firmou o grande acordo de paz com a China, o Ano-Novo passou para janeiro ou fevereiro, dependendo da lua. Todas as comemorações de Ações de Graças e Festa da Independência foram reunidas na Festa da Gratidão. E eu não sabia o que era o Halloween. Simplesmente desapareceu. Assim pelo menos três vezes ao ano a família tinha emprego em tempo integral.
Em breve as folhas das arvores mudariam de cor e nosso mundinho ficaria balançado mais uma vez. Cinco bocas e quatro trabalhadores sem emprego garantido até o Natal. Quando eu via as coisas assim, A Seleção parecia uma corda que eu podia me agarrar; Aquela carta idiota talvez me tirasse do fundo do poço, e então eu poderia puxar minha família comigo.
Mas havia coisas - coisas importantes - que eu amava. E aquela folha de papel se erguia como um muro entre mim e o que eu queria. Talvez eu quisesse coisas idiotas ou que não conseguiria alcançar mas, mesmo assim era minhas coisas. Não estava afim de sacrificar meus sonhos, independentemente do quanto minha família fosse importante para mim. Além do mais eu já tinha feito bastante por eles.
Mas coma chegada da carta todos os meus esforços perderam o sentido. Na cabeça da minha mãe, eu já era uma rainha. Se fosse mais esperta, eu teria escondido a carta antes que o meu pai, Maddie e Frankie chegassem mas minha mãe já o tinha escondido na roupa e a sacou no meio de uma refeição.
- "Para a casa da família Singer" - Ela cantarolou.
Tentei pegar o papel da mão dela, só que ela era rápida demais. Mais cedo ou mais tarde, todos acabariam descobrindo mesmo. Só que, se a minha mãe fizesse da maneira dela, todos ficariam ao seu lado.
- Mãe, não - implorei
- Eu quero ouvir! - gritou Maddie, o que não me surpreendeu
Senti minhas bochechas corarem de vergonha. Meu pai ouvia com atenção, enquanto Maddie quase pulava de alegria. O fofo do Frankie continuava comendo. Minha mãe limpou a garganta e prosseguiu.
- "Conferimos no último censo que uma mulher solteira entre dezesseis e vinte anos reside atualmente em sua casa. Gostaríamos de informa-la sobre uma oportunidade próxima de honrar a grande nação de Illéa"
Maddie soltou outro grito e agarrou meu braço
- É você!
- Eu sei, sua macaquinha. Solte senão você vai quebrar meu braço.
Mas ela apertou minha mãe e deu mais uns pulinhos.
- "Nosso amado príncipe, Joseph Schreave" - continuou minha mãe - "atinge a maioridade este mês. Para adentar esta nova fase de sua vida, ele deseja ter uma companheira a seu lado, uma verdadeira filha de Illéa. Se sua filha, irmã ou protegida elegível estiver interessada na possibilidade de tornar-se a noiva do príncipe Joseph e a adorada princesa de Illéa, por favor, preencha o formulário anexo e entregou-o no Departamento de Serviços Provinciais da sua localidade. Uma jovem de cada província será escolhida aleatoriamente para encontrar-se com o príncipe. As participantes serão hospedadas no agradável palácio de Illéa, em Angeles, enquanto durar sua estada. A família de cada participante será Recompensada generosamente" - minha mãe alongava as palavras para criar um efeito dramático - "por seu serviço à família real"
Enquanto ela falava, eu olhava para o teto. Era isso que acontecia com os príncipes. Já as princesas eram negociadas em casamento a fim de fortalecer as recentes relações com outros países. Eu não entendia porque era assim - precisávamos de aliados - , mas não aprovava. Nunca precisei ver uma coisa dessas e esperava não ver nunca. Havia três gerações que não nascia uma princesa na família real. Os príncipes, por sua vez, casavam-se com plebeias para elevar a moral da nação, normalmente instável. Acho que a Seleção servia para unir todos os illeanos e fazê-los recordar que o país nasceu praticamente do nada.
- E é claro que ela adoraria Demetria! Ela é tão linda - derretia-se minha mãe
- Mãe, por favor! quando muito eu fico na média
- Não fica! - disse Maddie - Eu pareço com você e sou linda!
Ela deu um sorriso tão largo que não pude deixar de rir. E o argumento era valido. Maddie era mesmo linda.
- Frankie, o que você acha? Você me acha bonita? - perguntei
Todos os olhos caíram sobre o membro mais jovem da família.
- Não! As garotas são nojentas!
- Frankie, por favor - minha mãe soltou um suspiro irritado mas não muito sincero. Era difícil perder a calma com ele - Demetria, você sabe que é uma menina muito bonita
- Se sou tão atraente, por que os meninos não me convidam para sair?
- Ah, eles vêm convidar, mas eu espanto todos. Minhas filhas são bonitas demais para se casar com alguém da Cinco. - ela disse antes de dar um gole no Chá
- Desde quanto garotos vem aqui? - Eu ouvia minha própria voz ficar cada vez mais aguda. Nunca tinha visto um rapaz chegar perto do portão de casa
- Faz um tempo já - meu pai disse pelo primeira vez aquela noite.
Meu pai e eu éramos próximos. Acho que quando nasci minha mãe já estava um pouco cansada, ele teve que cuidar de mim na maior parte do tempo. Herdei o gênio dela, mas a compaixão dela. Meu pai levantou os olhos por uma fração de segundos, e foi então que entendi. Ele não queria que eu fosse, mas não podia negar os benefícios que teríamos se ficasse no concurso - e mais ainda se eu conseguisse avançar
- Demetria, use a cabeça - disse minha mãe - Somos provavelmente os únicos pais de Illéa que precisam convencer a filha a participar. Pense na oportunidade! Um dia você poderia ser rainha!
- Mãe, mesmo que eu quisesse ser rainha, e não quero com todas as minhas forças, milhares de outras meninas da províncias vão entrar nesse troço. Milhares. E, se por acaso eu fosse sorteada, ainda teria que competir com as outras trinta e quatro, todas certamente mais sedutoras do que eu jamais conseguiria fingir ser.
Frankie apurou os ouvidos:
- O que é uma menina sedutora?
- Nada! - respondemos em coro
- É ridiculo imaginar que eu poderia ganhar - conclui.
Minha mãe afastou a cadeira da mesa, levantou-se e depois se inclinou sobre a mesa em minha direção
- Alguém vai ganhar Demetria. sua chances são as mesmas que as de qualquer outra garota
Então ela atirou o guardanapo na mesa e saiu.
Depois que todos terminaram retirei a mesa lentamente. Resolvi guardar meu prato na geladeira, já que mal havia tocado nele e lavei os outro pratos que haviam somente migalhas. Assim que terminei foi para o meu quarto e coloquei meu pijama. Deitei na cama e fiquei esperando dar meia noite pensando sobre a Seleção. Assim que o relógio indicava o horário, levantei na ponta do pé e corri até a cozinha aonde peguei meu prato, um resto de pão e uma maça. Tentei dar passos lentos de voltar para o meu quarto mais caso fizesse, ficaria ansiosa demais.
Olhei pela janeira e encontrei o quadrinho que era o nosso quintal. Pulei a janela tentando não fazer barulho e tomando cuidado com a comida. Assim que me encontrei com o meu pijama e a comida do lado de fora encarei a casa na arvore que meu pai tinha feito para o meu irmão mais velho. Subi a escada apenas com uma mão até alcançar a casa e assim que entrei percebi que não estava sozinha.
Alguém estava do outro lado, escondido sob a noite. Minha respiração acelerou, não pude evitar. Coloquei a comida de lado e apertei os olhos . A pessoa se mexeu e acendeu um toco de vela. A luz era fraca - ninguém poderia vê-la -, mas bastava. Finalmente o invasor falou, abrindo um sorriso malicioso.
- E ai, linda?
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